sábado, 20 de agosto de 2011

Professores designados nas salas de aula

19/08/2011 - 18h34m
A designação de professores para atuarem no 3º ano do ensino médio nas escolas estaduais continua a todo vapor e nas várias regiões do estado já é possível encontrar educadores nas salas de aula. Após 69 dias de férias forçadas, os estudantes finalmente voltam à rotina e já sabem que vão ter que estudar em dobro para recuperar o tempo e os conteúdos, pois em breve começam os vestibulares e está próxima também a data de realização da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Até o momento, apenas os alunos do terceiro ano do ensino médio das escolas estaduais retornaram as aulas. As reposições também já começaram e vão até o fim do ano, com aulas aos sábados e feriados, pois é preciso estudar em bastante.
Mas ainda não há previsão para o retorno dos alunos do primeiro e segundo anos do ensino médio e a greve dos professores da rede estadual continua. Segundo o Sint-UTE (Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais), atualmente, os profissionais com formação em nível médio recebem R$ 369,89 para uma jornada de 24 horas semanais. Com o subsídio, o valor vai para R$ 1.320, mas a categoria reivindica o piso salarial de R$ 1597, além do plano de carreira.
Em todo o estado, 356 novos educadores já foram designados e autorizados a iniciarem as aulas. Mas, segundo as diretoras, não está sendo fácil cumprir a determinação, já que neste mês quase todos os professores já estão trabalhando e não é fácil encontrar pessoal habilitado. Elas informam que à medida que os professores estão voltando aos trabalhos estão sendo designados.
A designação de professores para o 3º ano do ensino médio é uma orientação da Secretária de Estado de Educação, por meio da Resolução nº 1.905, publicada no Minas Gerais no último dia 9 de agosto. O objetivo é o de não prejudicar o desempenho dos estudantes em exames como o Enem e os vestibulares. A Resolução estabelece ainda que podem ser designados: Especialistas em Educação Básica, Assistente Técnico em Educação Básica e Auxiliar de Serviços em Educação Básica para garantir a regularidade do funcionamento desse nível de ensino.
A resolução nº 1.905, também prevê que no caso de retorno do professor titular, o educador designado poderá continuar na escola até o final do ano letivo de 2011 para a realização de atividades como reforço dos alunos nas disciplinas cursadas.

Continuidade das designações
Minas Gerais conta com 2.141 escolas estaduais que oferecem o ensino médio. Para as escolas que ofertam esse nível de ensino e que não conseguiram completar o seu quadro de professores designados para o 3º ano, a SEE mantém a autorização para o preenchimento das vagas. A expectativa da Secretaria é de que até o início da próxima semana, a situação nas escolas atingidas pela paralisação seja regularizada.

Fonte: O Norte de Minas

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Estado admite aula em janeiro

Greve.Com 40 dias letivos comprometidos, alternativa, disse secretária, é prolongar reposição até 2012
 Adesão à greve aumentou com mais 12 escolas afetadas pelo movimento
Publicado no Jornal OTEMPO em 18/08/2011
JOANA SUAREZ
FOTO: LEO FONTES
Empenho. Com experiência apenas no ensino fundamental, Clariza começou ontem a dar aula para o 3° ano na escola Maurício Murgel
A Secretaria de Estado de Educação (SEE) admitiu ontem que a greve dos professores, iniciada no último dia 8 de junho, irá estender o ano letivo pelo menos até o dia 13 de janeiro de 2012. Em encontro com deputados estaduais, a secretária de Estado de Educação, Ana Lúcia Gazzola, afirmou que, devido à perda de 40 dias letivos (até ontem), será inevitável utilizar o mês de janeiro para fazer a reposição das aulas.

Em entrevista a O TEMPO, Ana Lúcia disse que a medida é uma alternativa para que os 336 mil alunos afetados pelo movimento não tenham o ano comprometido. "Não vamos deixar que os estudantes percam o ano letivo", garantiu a secretária.

Balanço divulgado ontem à noite pela SEE indicava que a adesão à paralisação aumentou com mais 12 instituições afetadas pela greve. Dos 3.777 colégios do Estado, 78 estão totalmente parados e 690, parcialmente prejudicados pelo movimento, segundo o órgão.

O governo autorizou que as escolas façam a designação de 2.502 profissionais. Com isso, o Estado espera agilizar o preenchimento das vagas dos grevistas. A assessoria da SEE informou que só terá um balanço das contratações na próxima semana. Levantamento divulgado na última sexta-feira pelo órgão indicava que apenas 356 professores haviam ocupado as vagas disponíveis. A medida visa atender aos alunos do 3º ano do ensino médio, que se preparam para o vestibular e irão fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em outubro.

Ontem, algumas escolas retomaram às aulas com a chegada de profissionais substitutos. Na Maurício Murgel, no bairro Nova Suíça, região Oeste de Belo Horizonte, 11 professores foram designados para atuar nas sete turmas do 3º ano. "Vamos repor as aulas em todos os dias possíveis para amenizar a perda de conteúdo", afirmou a diretora Sônia Marinho.

Uma das contratadas foi a professora de português Clariza Eduardo de Souza, 34. Formada em letras, a experiência dela, até então, era com o ensino fundamental. "Já cheguei passando várias atividades. Não podemos perder tempo", disse.
Para a vaga de professor de sociologia, a escola não tinha candidatos até ontem. As demais disciplinas foram preenchidas. Segundo a diretora, como 70% dos 150 profissionais da unidade aderiram à greve, os alunos do 1º e 2º ano permaneciam sem aulas.

Fonte: O Tempo

Sindicatos em movimentos sociais de Minas fazem manifestação na Praça Sete

Ato reúne centenas de pessoas no Centro de Belo Horizonte


Fernanda Penna Borges
Cecilia Kruel - Estado de Minas
Publicação: 18/08/2011 12:39 Atualização: 18/08/2011 13:57
 

O Sindicato dos Metalúrgicos de Minas Gerais lançou  a campanha salarial 2011 com ato públicoem frente à sede da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) (Paulo Filgueiras/EM/DA Press)
O Sindicato dos Metalúrgicos de Minas Gerais lançou a campanha salarial 2011 com ato públicoem frente à sede da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg)


Professores da rede estadual de ensino, sindicatos e movimentos sociais promovem uma manifestação no início da tarde desta quinta-feira na Praça Sete, no Centro de Belo Horizonte. Participam do ato o Sindicato Nacional dos Professores Docentes Universitários (ANDES-SN), Movimento Sem Terra (MST), Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTSTC), Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede), além de outras entidades estudantis e de trabalhadores.

O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) afirma que o objetivo é passar para a sociedade as reivindicações dos trabalhadores. “A proposta é dialogar com as pessoas que transitam pelo local, mostrando a elas que Minas Gerais não paga o Piso Federal', afirma nota divulgada pelo sindicato.

Em greve desde o dia 8 de junho, os professores pedem o cumprimento da Lei Federal 11.738, que institui o piso salarial profissional nacional (vencimento básico) de R$ 1.597,87, para 24 horas semanais, nível médio de escolaridade. Segundo o Sind-UTE, o piso salarial da categoria em Minas é de R$ 369. O governo do estado instituiu em janeiro deste ano o pagamento dos servidores por subsídio (Lei Estadual nº 18.975/2010), feito em parcela única e que incorpora todas as gratificações e vantagens.

O governo já começou a contratação dos 3 mil professores temporários, anunciada em 8 de agosto. Segundo a Secretaria de Estado de Educação (SEE), 2.502 vagas já foram preenchidas. Segundo a secretaria, os professores contratados atenderão especificamente o último ano do Ensino Médio para não prejudicar os resultados dos alunos nos vestibulares e no Nacional do Ensino Médio (Enem).

Metalúrgicos

O Sindicato dos Metalúrgicos de Minas Gerais lançou nesta quinta-feira a campanha salarial 2011 com ato público realizado no final da manhã, em frente à sede da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), no Centro da capital. Com o slogan “Se o Brasil cresceu, eu quero o meu”,  os sindicatos pretendem expor a disparidade entre as boas notícias sobre crescimento econômico e as más condições de trabalho e renda com as quais sofre o operariado industrial.

Os metalúrgicos reivindicam 20% de aumento dos salários, liberdade para eleição de delegados sindicais nas fábricas, redução da jornada de trabalho para de 40 h para 36 h, sem redução de  salários e direitos e sem banco de horas e ainda a melhoria das condições de saúde e segurança nas linhas de produção.

Segundo Giba Gomes, dirigente da Federação Sindical e Democrática dos Metalúrgicos de Minas Gerais (FSDTM), a mobilização se faz necessária em razão dos baixos salários e, principalmente, da política do Governo Federal de aumentar os juros bancários, como forma de amortecimento da inflação. De acordo com Giba, essa medida gera a deterioração do orçamento das famílias, que aumentam o seu endividamento e, consequentemente, perdem em qualidade de vida.

Em seguida, os metalúrgicos caminharam até a Praça Sete, no Centro da capital, onde se uniram à campanha "Jornada Nacional de Lutas" junto com professores, estudantes, funcionários públicos e moradores de ocupações urbanas.

Fonte: Estado de Minas

Trabalhadores da educação e metalúrgicos protestam em BH

Movimento marcou o início da campanha salarial dos metalúrgicos.
Professores estaduais estão em greve há dois meses.

Do G1 MG

Trabalhadores de várias categorias profissionais fizeram um protesto no início da tarde desta quinta-feira (18), na Praça Sete, Centro de Belo Horizonte. O trânsito ficou parcialmente interditado no cruzamento das avenidas Afonso Pena e Amazonas, mas foi liberado em seguida.
Participam do protesto trabalhadores da educação e integrantes do movimento estudantil, segundo o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTe), além de metalúrgicos.
De acordo com o dirigente da Federação dos Metalúrgicos, Geraldo ‘Batata’, os sindicatos metalúrgicos em mais de 10 municípios de Minas estão lançando a campanha salarial unificada de 2011. Os trabalhadores reivindicam 20% de aumento dos salários, redução da jornada de trabalho para 36 horas sem redução do salário e sem banco de horas e melhora nas conduções de saúde e segurança, entre outros.
Os professores estaduais já estão em greve há mais de dois meses. Na terça-feira (16), a categoria fez um protesto no centro de Belo Horizonte. Eles pedem um piso salarial de R$ 1.597,87 para jornada de 24 horas e Ensino Médio de escolaridade. O valor defendido pelo Sind-UTE/MG segue cálculo feito pela Confederação Nacional dos Trabalhadores de Educação, com a correção do valor determinado como vencimento básico pelo Ministério da Educação (MEC).

O governo propõe para os profissionais com nível médio de escolaridade um salário de R$ 1.122 em parcela única. O valor é referente a uma carga horária de 24 horas semanais e, de acordo com a Secretaria de Estado de Educação, é proporcional à tava de vencimento básico definida pelo MEC. O órgão fixou o piso salarial nacional em R$ 1.187,97 para jornada de 40 horas semanais.
No dia 6 de abril, o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a lei que criou o piso nacional de salário do professor, fixado em R$ 1.187,97 para este ano. A decisão considerou como piso a remuneração básica, sem acréscimos pagos de forma diversa pelos estados.

Fonte:  G1

Informativo Sindute Uberlândia



Dando voz a um professor grevista: Um desabafo!!

Susbtitutos dos grevistas não!!!! Canalhas!!!

Como se já não bastasse termos um governador fora da lei que não respeita o direito constitucional de greve, não respeita a lei federal do piso salarial, agora corremos o risco de sermos atacados por elementos da nossa própria categoria de professores, os ditos substitutos dos grevistas! Se eles acham que estão apenas buscando um emprego, que seja provisório, estão muito enganados!!! Pois eu quero ver se que aqueles (já que tenho dois  cargos) que vão querer me substituir terão a coragem de entrar na escola de cabeça erguida e encarar os alunos e os professores depois de estarem conscientes da dimensão dos seu simples ato de querer pegar umas “aulinhas”, neste momento tão delicado. Haja vista que se os companheiros, verdadeiros guerreiros, a mais de dois meses em greve, com seus pagamentos cortados, passando por situação financeira difícil, se enchendo de dívidas, ainda persistem em manter o movimento vivo, é porque tem consciência política, compromisso com a educação e estão lutando, por nada menos que o cumprimento de direitos que estão escritos em lei, para que possam ter o mínimo de dignidade na sua vida profissional.

Ser um professor substituto de grevista não é ser professor, é ser canalha!! É ser alguém com falta de caráter, é ser desleal, é descer ao nível mais baixo da imoralidade, rasgar o diploma, esquecer todas as aulas de ética e cidadania, é não ter conhecimento político, nem histórico, é ter descompromisso com a categoria, tornar a profissão de professor em um “bico”, ao se transformar em um oportunista que vê este momento tão cruel como uma chance de ganhar um dinheiro fácil oferecendo um serviço inferior, sem ter compromisso com os alunos e com a sociedade. É se tornar um abutre miserável, faminto e carniceiro que quer ser o primeiro a chegar e então poder comer o olho de um animal que ainda não morreu. Como pode alguém, que se diz professor, ter a falta de vergonha na cara, e agir como um morto de fome e trair toda uma categoria, a categoria a que ele pertence? Como pode alguém ajudar a destruir o seu próprio futuro, sua carreira docente??? Bem, isso seria na verdade apenas o início sórdido de uma carreira INDESCENTE!!!!

DESABAFO DE UM PROFEESSOR DE BIOLOGIA DA REDE ESTADUAL DE MINAS GERAIS
NILSON S. REIS
12/08/2011,  20:00 horas

Texto recebido via email.

O direito de resposta está garantido, caso haja algum professor substituto de grevista com interesse em apresentar seus argumentos, estarei no aguardo do contato. 

Greve dos professores municipais tem adesão de 92% da classe - Juiz de Fora

Greve dos professores municipais tem adesão de 92% da classe 
De acordo com o Sindicato dos Professores (Sinpro), a participação da categoria foi de 92%. Cerca de 49 mil alunos estão sem aulas.


De acordo com o Sindicato dos Professores (Sinpro), a participação da categoria foi de 92%. Cerca de 49 mil alunos estão sem aulas. 

Começou na última terça-feira (16) a greve dos professores da rede municipal de ensino. De acordo com o Sindicato dos Professores (Sinpro), a participação da categoria foi de 92%. Os sindicalistas buscam a adesão à Lei do Piso Nacional na cidade, que estabelece R$ 1.597,87 de salário, e um terço do horário de trabalho destinado à atividades extra-classe.
De acordo com a prefeitura de Juiz de Fora, o valor total do piso corresponde a uma jornada de trabalho de 40 horas, sendo necessária uma redução para atender o que acontece atualmente na cidade. A categoria discorda e afirma que o salário é o mesmo, independente das especificações locais.
Na próxima quinta-feira (18), uma assembleia acontece na escadaria da Câmara Municipal, às 14h, aproveitando a realização da audiência pública sobre o piso salarial nacional dos professores, marcada para as 15h.
Cerca de 49 mil alunos estão sem aulas.

Fonte: ECaderno.com

Estudantes protestam e pedem melhorias na educação na rede estadual - Belo Horizonte

PRISCILA COLEN/MÁBILA SOARES
 
Dezenas de estudantes da rede estadual de Minas Gerais participaram de uma manifestação nesta quarta-feira (17), na Praça Sete, no centro de Belo Horizonte, em apoio aos educadores. O protesto ocorreu em apoio à greve dos professores. Além disso, os alunos pedem melhorias na educação estadual.

De acordo com a BHTrans, o trânsito não chegou a sofrer alterações na região central, uma vez que a adesão ao protesto foi menor do que era esperado. Os professores da rede estadual, que estão há 69 dias em greve, pedem a adoção do piso salarial nacional de R$ 1.597 para uma jornada de 24 horas semanais. O governo afirma que, com a criação do regime de subsídio, em janeiro, o menor salário pago em Minas é de R$ 1.122 para jornada de 24 horas semanais.

Na terça-feira (16), uma reunião entre representantes da Secretaria de Estado de Educação (SEE) de Minas e do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE), para negociar o fim da greve, terminou sem acordo. Professores fizeram uma nova assembleia e decidiram permanecer de braços cruzados. Estudantes podem perder o ano letivo, já que para repor as aulas perdidas teriam que estudar todos os feriados, sábados e, inclusive, domingos do restante de 2011.

Uma nova reunião entre representantes dos professores e do governo deve ocorrer na próxima quarta-feira, dia 24 de agosto.

Fonte: O Tempo

Deputados pedem ao Governo de Minas que negocie com professores em greve

FOTO: LEO FONTES/O TEMPO
Categoria está em greve há mais de dois meses
Os deputados petistas da oposição ao governo de Minas, Rogério Correia e Paulo Lamac, juntamente com os da situação, Sebastião Costa (PPS) e Bosco (PT do B) se reuniram com a Secretária de Estado da Educação, Ana Lúcia Gazzola, nesta quarta-feira (17), na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte. A comissão de deputados pediu a flexibilidade do governo para a abertura de uma negociação definitiva com os professores, em greve há mais de dois meses.

Se a greve terminasse nesta quarta, a reposição dos 40 dias letivos só seria concluída na metade do mês de janeiro. “Estamos disponíveis para conversar com o governador; é preciso que o governo pondere a sua decisão, pois os professores já demonstraram flexibilização para negociar”, disse Rogério Correia. 

Nesta quinta-feira (18), às 19h, no Ministério Público Estadual, está marcada uma reunião dos parlamentares da oposição com o Procurador-Geral de Justiça, Dr. Alceu Marques, com a finalidade de buscar apoio para o fim do impasse da greve.

Fonte: O Tempo

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Trabalhadores em educação da rede estadual permanecem em greve

Trabalhadores em educação da rede estadual permanecem em greve 

Cerca de 7 mil trabalhadores em educação definiram, em Assembleia Estadual, realizada nesta tarde (16/08) pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE/MG), no pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), permanecer em greve por tempo indeterminado. Após a Assembleia, os manifestantes saíram em passeata em direção ao cruzamento das Avenidas do Contorno com Amazonas.
A direção do Sind-UTE/MG apresentou à categoria a posição do Governo de Minas, repassada durante reunião ocorrida pela manhã, no Ministério Público Estadual (MPE) - manteve proposta de subsídio e se nega a discutir a política de vencimento básico. Também não apresentou proposta do Piso Salarial no vencimento básico. As informações foram repassadas pelas secretárias de Estado de Educação, Ana Lúcia Gazolla e a de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena. Elas também apresentaram o número de profissionais que retornaram à remuneração anterior – 153 mil pessoas. Conforme avaliação do Sind-UTE/MG, a maioria da categoria que teve o direito de opção saiu do subsídio.
Participaram da reunião, que aconteceu na sede do MPE, à Avenida Álvares Cabral, 1.690, Santo Agostinho, a comissão de negociação da categoria, o procurador-geral da justiça do MPE, Dr. Alceu José Torres Marques e a coordenadora da Promotoria Estadual de Defesa da Educação do MPE, Maria Elmira Dick.
Na oportunidade, a coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Beatriz Cerqueira informou que a categoria se dispõe a discutir o valor do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN), estipulado pelo Ministério da Educação (MEC) – R$1.187,00. “Esta é uma prova de que estamos abertos à negociação. A categoria não está intransigente, estamos dispostos, portanto, a discutir o valor Piso Nacional, conforme cálculo do MEC.”
Por sua vez, o procurador-geral Dr. Alceu José Torres Marques se prontificou a buscar o diálogo junto ao Governo Estadual para discutir a questão, na tentativa de chegar a um consenso, buscar uma saída. A ideia é apresentar a resposta à categoria em reunião que ainda será agendada.
Nova Assembleia Estadual está marcada para a próxima quinta-feira (24/8), às 14h, no pátio da ALMG. A data também será marcada por um Dia Estadual de Mobilização com os Movimentos Sociais, já que diversas entidades estão apoiando o movimento do Sind-UTE/MG: ABEF, Ames BH, Ascobom, Ascom/Ipsemg, Aspra, Assembleia Popular, Astra, Astromig, Bloco Minas sem Censura, Brigadas Populares, CACS, CNTE, CNTI MG, CRB, CSP Conlutas, CTB Minas, CUT Minas, DARC PUC/ANECS, FNU (Federação Nacional dos Urbanitários), Grêmio Estudantil dos Estadual Central, Levante Popular da Juventude, Movimento dos atingidos por barragens (MAB), Marcha Mundial de Mulheres, Movimento dos Trabalhadores  Desempregados, Movimento Luta de Classes, Movimetno Pró-Metrô, MST, MTA, PC do B, PRC, Portal Minas Livre, PSOL, PT, Senge MG, Sinarq, Sindicato dos Bancários, Sindicato dos Jornalistas, Sindicato dos Metalúrgicos de Betim, Sindicato dos Metalúrgicos de BH/Contagem, Sindicato dos Psicólogos, Sindicato dos Rodoviários, Sindicato dos Securitários, Sindados, Sindágua, Sindfisco, Sindgasmig, Sindibel, Sindieletro, Sindimetro, Sindipetro, sindmassas, Sindpol, Sindrede, Sind-Saúde, Simpro Minas, Sintest, Sinttel MG, Sitraemg, UJR, UJS, União Estadual dos Estudantes (UEE).

Calendário
18/8 - Jornada de luta, com ato público na Praça 7, às 12h;
18/8 - Fórum Técnico de Segurança nas Escolas, que acontecerá em Varginha;
22/8 - Fórum Técnico de Segurança nas Escolas, em Contagem;
23/8 - haverá panfletagem às 8h, na BR 381, altura da ponte provisória;
24/8 - reunião do comando geral de geral, às 9h (em local a ser ainda definido);
24/8 - Assembleia Estadual, às 12h, no pátio da ALMG, em Belo Horizonte

Reivindicação
O objetivo dos trabalhadores/as em educação, em greve desde o dia 8 de junho, é o imediato cumprimento do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN), de acordo com a lei federal 11.738, que regulamenta o Piso Salarial, para uma jornada de 24 horas e ensino médio completo. Minas Gerais paga hoje o Piso de R$ 369,00 que, de acordo com pesquisa da CNTE, é considerado o pior Piso Salarial dos 27 estados brasileiros.   

 

Fonte: Sindute MG

Sind-UTE quer nova decisão judicial sobre contratação de temporários

Das 3 mil vagas anunciadas para contração de professores para o 3º ano do Ensino Médio em Mias, 2.502 já foram preenchidas, segundo a Secretaria de Estado de Educação (SEE)


Cristiane Silva
Publicação: 17/08/2011 16:17 Atualização: 17/08/2011 16:57

O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE) informou nesta quarta-feira que pretende recorrer de decisão judicial que derrubou mandado de segurança para impedir a contratação de professores substitutos pelo estado. Conforme a assessoria de imprensa do sindicato, o mandado de segurança foi encaminhado ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) no dia 9 de agosto, quando a Secretaria de Estado de Educação (SEE) anunciou a abertura de 3 mil vagas nas escolas estaduais. Na terça-feira, a Justiça indeferiu o pedido.

83% das vagas já foram preenchidas


Das 3 mil vagas anunciadas para contração de professores para o 3º ano do Ensino Médio em Mias, 2.502 já foram preenchidas, segundo a Secretaria de Estado de Educação (SEE). O total representa 83% do efetivo necessário para garantir a continuidade das aulas para os estudantes que estão longe da escola há quase 70 dias. O anúncio das contratações foi feito pela SEE no dia 8 de agosto quando foi publicada no Diário Oficial a resolução número 1.905. Segundo a secretaria, os professores contratados atenderão especificamente o último ano do Ensino Médio para não prejudicar os resultados dos alunos nos vestibulares e no Nacional do Ensino Médio (Enem).

Segundo a assessoria de imprensa da secretaria, a decisão quer garantir o repasse do conteúdo referente ao 1º semestre de 2001. Caso o professor titular desista da greve e retome os trabalhos, o profissional substituto poderá continuar designado, a critério da direção da escola, atuando na reposição das aulas e reforço, cujo calendário deverá ser montado pelas escolas.

Na terça-feira, mais uma rodada de negociações entre professores estaduais e o Governo de Minas terminou sem acordo. Em greve desde o dia 8 de junho, os professores pedem o cumprimento da Lei Federal 11.738, que institui o piso salarial profissional nacional (vencimento básico) de R$ 1.597,87, para 24 horas semanais, nível médio de escolaridade. Segundo o Sind-UTE, o piso salarial da categoria em Minas é de R$ 369. O governo do estado instituiu em janeiro deste ano o pagamento dos servidores por subsídio (Lei Estadual nº 18.975/2010), feito em parcela única e que incorpora todas as gratificações e vantagens.

Fonte: Estado de Minas

Professores aguardam resultado de reunião em meio a protesto no MPE

Representantes da categoria estão reunidos com secretárias de Educação e Planejamento desde as 10h desta terça-feira


Cristiane Silva
Guilherme Gouveia -
Publicação: 16/08/2011 12:30 Atualização: 16/08/2011 12:46
Um grupo de professores da rede estadual de ensino participa de uma manifestação na porta do Ministério Público Estadual (MPE), na Avenida Álvares Cabral. Eles aguardam o resultado da reunião entre o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE) e representantes do governo. Os profissionais protestam com faixas, carro de som e até uma banda, reforçando os pedidos da categoria, em greve desde 8 de junho.


A reunião acontece a portas fechadas com a participação das secretárias de Estado de Educação, Ana Lúcia Gazolla, e de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena, em mais uma rodada de negociações. A categoria reivindica piso salarial de R$ 1.597,87 para servidores de nível médio que trabalham 24 horas por semana. O governo alega que o modelo de remuneração única, implantado em janeiro deste ano, assegurou ganhos reais para os profissionais da educação e que o piso salarial da categoria em Minas é maior que o piso salarial profissional dos professores. Ainda nesta tarde haverá uma assembleia no pátio da Assembleia Legislativa (ALMG) para decidir os rumos do movimento.

Fonte: Estado de Minas

Professores estaduais decidem manter greve em Minas


Cristiane Silva
Guilherme Gouveia -
Publicação: 16/08/2011 17:13 Atualização: 16/08/2011 17:35

Os professores saíram em passeata por BH após a reunião (BHTrans/divulgação)
Os professores saíram em passeata por BH após a reunião
Em assembleia na tarde desta terça-feira, os professores da rede estadual de ensino decidiram mais uma vez pela continuidade da greve que já se arrasta por 68 dias em Minas Gerais. A reunião ocorreu no pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), onde representantes do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE) apresentaram os resultados da reunião desta manhã com o Governo de Minas e o Ministério Público.

Segundo a coordenadora do sindicato, Beatriz Cerqueira, o estado não apresentou uma nova proposta de reajuste, mas o Sind-UTE aceita negociar com um valor acima do proposto pelo Ministério da Educação (MEC). Nesta manhã, Cerqueira reforçou que não há intransigência do Sind-UTE e a categoria está aberta às negociações. Ao final da assembleia, os professores devem seguir em passeata em direção ao Centro de Belo Horizonte.

Fonte:  Estado De Minas

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Professores estaduais em greve a partir de hoje - Pernambuco.

Os trabalhadores em educação da Rede Estadual de Pernambuco vão paralisar suas atividades por 24 horas nesta terça-feira (16). Os docentes aproveitarão para realizar uma passeata. A concentração  está marcada para 13h, em frente à Assembleia Legislativa (Alepe). A mobilização e a paralisação acontecem a fim de chamar atenção para o cumprimento da lei que estabelece um piso salarial para a categoria. A ação é promovida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

Segundo as informações do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe), que participa da mobilização, a suspensão das atividades é pelo pagamento do Piso Salarial do Magistério de R$ 1.597,87, conforme a Lei 11.738. A categoria exige o cumprimento integral da lei que prevê 1/3 da jornada de trabalho para aula atividade e em defesa da destinação de 10% do PIB para a educação.

Em Pernambuco, o movimento ainda tem como foco a nomeação dos concursados, melhorias salariais e eleição para diretor da escolas.

Na última paralisação articulada pela CNTE, em 11 de maio passado, cerca de 30 mil trabalhadores cruzaram os braços em Pernambuco.

Fonte: Diário de Pernambuco

Professores fazem greve nacional por cumprimento da Lei do Piso

Professores de escolas públicas de todo o país param as atividades nesta terça-feira (16) para pedir o cumprimento da lei que estabelece um piso salarial para a categoria. A paralisação foi convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e pelo menos em 11 estados os sindicatos locais prepararam assembleias e outras atividades de mobilização.


A Lei do Piso foi sancionada em 2008 e determinou que nenhum professor da rede pública com formação de nível médio e carga horária de 40 horas semanais pode ganhar menos do que R$ 950. O valor do piso corrigido para 2011 é R$ 1.187. Naquele mesmo ano, cinco governadores entraram com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) questionando a constitucionalidade da legislação e só este ano a Corte decidiu pela legalidade do dispositivo. Desde então, professores de pelo menos oito estados entraram em greve no primeiro semestre de 2011 reivindicando a aplicação da lei.

“É uma teimosia e um descaso dos gestores em cumprir essa lei, o que caracteriza falta de respeito com o educador. Prefeitos e governadores estão ensinando a população a desrespeitar a lei quando não cumprem ou buscam subterfúgios para não cumprir”, defende o presidente da CNTE, Roberto Leão.

Um dos pontos da lei que foi questionado pelos gestores é o entendimento de piso como remuneração inicial. O STF confirmou, durante o julgamento, que o piso deve ser interpretado como vencimento básico: as gratificações e outros extras não poderiam ser incorporados à conta como costumam fazer algumas secretarias de Educação. “Isso [incorporação de gratificações] descaracteriza o piso e a carreira. Como a lei determina um piso para professores de nível médio, em alguns estados a diferença do piso do profissional de nível médio para o de nível superior é apenas R$ 30. Desse jeito, a carreira não atrai mais os jovens para o magistério porque ele não tem perspectiva”, diz Leão.

As prefeituras alegam que faltam recursos para pagar o que determina a lei. Levantamento feito pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) com 1.641 prefeituras mostra que, considerando o piso como vencimento inicial, a média salarial paga a professores de nível médio variou, em 2010, entre R$ 587 e R$ 1.011,39. No caso dos docentes com formação superior, os valores variaram entre R$ 731,84 e R$ 1.299,59. “Eu nunca vi município ir à falência porque construiu biblioteca ou pagou bem a seus professores”, reclama o presidente da CNTE.

Agência Brasil



Fonte: Vermelho

Profissionais da rede municipal de ensino fazem paralisação - Uberlândia

Profissionais da rede municipal de Educação de Uberlândia fazem, nesta terça-feira (16), uma mobilização, no Centro Cultural do Sintrasp, para discutir a situação e as condições de trabalho da categoria. Segundo o Sindicato dos Professores Municipais de Uberlândia (SinPMU), cerca de 200 pessoas participam das atividades nesta manhã, que contam com palestras e debates. O objetivo é definir uma pauta de reivindicações.
De acordo com o SinPMU, a categoria aproveitou a paralisação nacional dos professores de escolas públicas, que acontece hoje em pelo menos 15 estados, para também levantar um debate dentro da esfera municipal e, por enquanto, a paralisação será de um dia. No entanto, na tarde de hoje, está prevista a realização de uma assembleia para definir os rumos do movimento.
Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura de Uberlândia, a paralisação afeta cinco escolas municipais de Educação Infantil (EMEIs) e 9 de ensino fundamental. A assessoria não informou, entretanto, quais escolas estão com as atividades paralisadas e nem o total de alunos que foram afetados.

Fonte: Correio de Uberlândia

Professores de redes públicas fazem paralisações pelo país, segundo CNTE

Protesto é por piso salarial e progressão na carreira, segundo confederação.
Educadores de ao menos 16 estados e 24 munícipios aderiram, diz CNTE.

Do G1, em São Paulo

Professores de ao menos 16 estados e 24 municípios fazem uma paralisação de um dia nesta terça-feira (16) para reivindicar piso salarial, desenvolvimento na carreira e aprovação do Plano Nacional da Educação (PNE), segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), que convocou o protesto.

Os estados com professores parados são Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Norte, Rondônia e Sergipe, de acordo com o presidente da CNTE, Roberto Franklin de Leão. Outros estados ainda não informaram a confederação sobre a adesão ao movimento, segundo Leão.
O protesto ocorre para tentar forçar os governos a pagar o piso salarial nacional. O piso sugerido pelo Ministério da Educação é de R$ 1.187. A CNTE, no entanto, entende que o valor deveria ser de R$ 1.597.
“Os que dizem pagar o piso, pagam o piso que o MEC sugeriu. Além disso, tem problemas com a jornada de trabalho. Muitos deles não cumprem aquilo que está estabelecido na lei, de um terço da jornada ter de ser feita fora da sala. Além disso, as carreiras estão muito descaracterizadas. Os estados e municípios pagam o piso de nível médio e depois a diferença de quem tem magistério e universidade eles rebaixam. A diferença fica mínima”, afirmou Leão.

Fonte: G1

Sind-UTE/MG promove Assembleia Estadual e participa de reunião com MPE e Governo do Estado

Corte de ponto e contratação de professores de forma irregular. Estas são só algumas das medidas desleais tomadas pelo Governo contra os trabalhadores/as em Educação. Mas a categoria, coordenada pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE/MG) não recua e realiza nesta terça-feira (16.8), a partir das 15 horas, no pátio da ALMG, Assembleia Estadual da categoria. Às 13 horas, o Comando Geral de Greve se reúne no auditório do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Minas Gerais (CREA), à Av. Álvares Cabral, 1.600, Santo Agostinho. 
No mesmo dia, pela manhã, às 10 horas, membros da Direção Estadual do Sind-UTE/MG vão se reunir com as secretarias de Estado de Educação, Ana Lúcia Gazolla e a de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena e com integrantes do Ministério Público Estadual (MPE) para mais uma rodada de discussão. A reunião será promovida na sede do MPE, que fica na Avenida Álvares Cabral, 1690, bairro Santo Agostinho.
Reivindicação – O objetivo dos trabalhadores/as na reunião é reivindicar o imediato cumprimento do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN), de acordo com a lei federal 11.738, que regulamenta o Piso, que hoje é de R$ 1.597,87, para uma jornada de 24 horas e ensino médio completo. Minas Gerais paga hoje o Piso de R$ 369,00 que, de acordo com pesquisa da Confederação Nacional dos Trabalhadores (CNTE), é considerado o pior Piso Salarial dos 27 estados brasileiros.   
A coordenadora geral do Sind-UTE/MG, Beatriz Cerqueira, informa que o Sind-UTE/MG discorda veementemente da contratação de professores/as substitutos para o 3º ano do Ensino Médio e denuncia que o Estado contratará pessoas sem formação para substituir a categoria em greve. 

Fonte: Sindute MG