segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Nota de esclarecimento sobre o Parecer da Advocacia-Geral da União (AGU)

A  declaração do Supremo Tribunal Federal de constitucionalidade da Lei Federal 11.738/08 possibilitou o questionamento da constitucionalidade da Lei Estadual 18.975/10 que instituiu o subsídio como forma de remuneração. Isso porque a Lei acabaria com elementos de carreira como gratificação de pós-graduação, quinquênio, biênio, etc.
A decisão do Supremo Tribunal Federal a respeito do Piso Salarial determinou que fosse considerado Piso apenas o vencimento básico e não toda a remuneração. O nosso pedido foi ajuizado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e à Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) 4.631. Nesta ação há um também um pedido de medida cautelar. O objetivo é sustar os efeitos da Lei Estadual 18.975/10 até o julgamento do mérito da ação.
O ministro relator da ADIN é o Ayres Brito. Como o Sindicato de base estadual não tem competência jurídica para este tipo de ação, o pedido foi feito em nome da nossa Confederação (CNTE).

O andamento processual até o momentoPelo rito processual de uma ADIN, vários Poderes precisam se manifestar antes do ministro relator. Nesta Ação já se manifestaram o Governo do Estado, a Assembleia Legislativa e a Advocacia Geral da União (AGU). A manifestação da AGU foi divulgada nessa quinta-feira. O próximo a se manifestar é a Procuradoria Geral da União. Em seguida, o Ministro relator se manifestará a respeito do pedido da medida cautelar, que tem o objetivo de sustar imediatamente os efeitos da lei. A decisão da medida cautelar não será definitiva, mas temporária até o julgamento da  Ação. O Supremo Tribunal Federal (STF) não se manifestou sobre a ADIN.
 Quem declara a constitucionalidade ou inconstitucionalidade de uma lei estadual, quando questionada, é o Supremo Tribunal Federal, não a Advocacia Geral da União. Ela é mais uma interessada no controle de constitucionalidade e por isso deu o seu parecer, ou seja, o seu ponto de vista sobre o assunto. O Parecer da Advocacia Geral da União não legitima o comportamento do Estado, visto que não há decisão sobre a constitucionalidade do subsídio em Minas Gerais e a realidade da categoria continua sendo de um vencimento básico de R$369,89.

Fonte: Sindute MG


Para maiores informações a cerca do parecer da Advocacia Geral da União conforme argumentado acima vide reportagem do Estado de Minas, clique no link a seguir: AGU considera constitucional pagamento por subsídio

Educadores/as estão acorrentados na Praça Sete

Educadores/as estão acorrentados na Praça SeteCerca de 50 trabalhadores/as em educação estão hoje (12/9) acorrentados no pirulito da Praça Sete, onde estão desde as 7 horas da manhã e permanecerão até às 19 horas. O objetivo é mostrar à sociedade o descaso do Governo do Estado com a educação em Minas Gerais. A categoria está em greve desde o dia 8 de junho pela implantação do Piso Salarial, instituído pela lei federal 11.738/08.   No local eles exibem faixas e distribuem panfletos à população.










Fonte: Sindute MG

Professores se acorrentam em protesto na Praça Sete

Os professores reivindicam o imediato cumprimento do piso salarial


Estado de Minas
Publicação: 12/09/2011 10:53 Atualização: 12/09/2011 11:36

Os professores revindicam o cumprimento imediato do piso salarial (Juarez Rodrigues /EM DA Press)
Os professores revindicam o cumprimento imediato do piso salarial

Há mais de três meses em greve, um grupo de professores resolveu iniciar uma nova modalidade de manifestação. Com faixas, cartazes e usando nariz de palhaço, cerca de 50 educadores se acorrentaram no pirulito da Praça Sete, no Centro de Belo Horizonte, desde o início da manhã desta segunda-feira.


De acordo com o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), os grevistas vão permanecer no local por tempo indeterminado. Os professores reivindicam o imediato cumprimento do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN), de acordo com a Lei Federal 11.738, que regulamenta o salário.

Nesta manhã, a coordenadora do Sind-UTE, Beatriz Cerqueira, e o deputado estadual Rogério Correia (PT), vão se reunir com o Ouvidor de Polícia, Paulo Vaz Alckmin, para protocolar um pedido de investigação em relação ao uso de pessoal e estrutura da Polícia Militar de Minas Gerais para espionar e intimidar servidores públicos em greve.

Cerca de 50 professores se acorrentaram no pirulito da Praça Sete (Juarez Rodrigues /EM DA Press)
Cerca de 50 professores se acorrentaram no pirulito da Praça Sete

Professores se acorrentam em protesto na Praça Sete

Há mais de três meses de greve, os professores reivindicam o imediato cumprimento do piso salarial


Estado de Minas
Publicação: 12/09/2011 10:05 Atualização: 12/09/2011 10:31

Há mais de três meses em greve, um grupo de professores resolveu iniciar uma nova modalidade de manifestação. Com faixas, cartazes e usando nariz de palhaço, cerca de 50 educadores se acorrentaram no pirulito da Praça Sete, no Centro de Belo Horizonte, desde o início da manhã desta segunda-feira.


De acordo com o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), os grevistas vão permanecer no local por tempo indeterminado. Os professores reivindicam o imediato cumprimento do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN), de acordo com a Lei Federal 11.738, que regulamenta o salário.

Nesta manhã, a coordenadora do Sind-UTE, Beatriz Cerqueira, e o deputado estadual Rogério Correia (PT), vão se reunir com o Ouvidor de Polícia, Paulo Vaz Alckmin, para protocolar um pedido de investigação em relação ao uso de pessoal e estrutura da Polícia Militar de Minas Gerais para espionar e intimidar servidores públicos em greve.

Aguarde mais informações

Fonte: Estado de Minas

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Trabalhadores em educação decidem manter a greve por tempo indeterminado - Cerca de 9 mil pessoas participaram da assembléia

Trabalhadores em educação decidem manter a greve por tempo indeterminado - Cerca de 9 mil pessoas participaram da assembléiaO Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) promoveu hoje (08/09), no pátio da ALMG, Assembleia Estadual da categoria que definiu pela continuidade da greve por tempo indeterminado.  Pela manhã, o Comando Geral de Greve esteve reunido no auditório do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Minas Gerais (CREA)




Após a assembleia, os trabalhadores em educação fizeram um abraço simbólico no prédio da ALMG e do Ministério Público Estadual, num gesto concreto para pedir o apoio e interlocução desses órgãos no processo de negociação com o governo. 

Calendário
No próximo dia 15/09, às 14h, no Pátio da ALMG, a categoria realizará nova assembleia estadual.
09/09 – reunião do comando de greve de BH, às 8h, na sede do Sind-UTE/MG
13/09 – a categoria promove atos em frente às superintendências regionais de ensino, em todo o Estado. Está prevista queima do projeto de lei para o aperfeiçoamento do subsídio (PL 2355/2001) encaminhado à ALMG.

Proposta rejeitada
Na última semana, o Governo apresentou proposta de um valor de Piso de R$712, a partir de janeiro de 2012, desconsiderando o tempo de carreira e o grau de escolaridade. A direção estadual do Sind-UTE/MG explica porque a decisão não atende. “A proposta nada mais é que o achatamento da carreira, não está aplicada à tabela de vencimento básico vigente e ela contemplaria apenas o professor, excluiria outros categorias de educadores. O Governo não apresentou proposta para os cargos de suporte à docência e, por isso também não cumpre a Lei .”

Reivindicações - Os trabalhadores em Educação, em greve desde o dia 8 de junho, reivindicam o imediato cumprimento do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN), de acordo com a lei federal 11.738, que regulamenta o Piso Salarial.









Créditos: Felipe Souza

Fonte: Sindute MG

Manifesto dos professores e professoras da faculdade de educação da UFMG em apoio a greve dos profissionais da educação da rede estadual da educação

Como professores e professoras da Faculdade de Educação da UFMG, manifestamos nossa solidariedade com o movimento dos professores/professoras da Educação Básica do Estado de Minas Gerais.
Nas últimas décadas, a Faculdade de Educação e a UFMG como um todo têm contribuído junto com outros centros de formação para o aumento da qualificação docente, pedagógica, da educação básica. Entretanto, a qualidade dos postos de trabalho não melhorou no mesmo ritmo comprometendo a qualificação dos professores e a qualidade da educação. Estaríamos negando a função formadora da universidade se não apoiássemos as lutas legítimas dos professores por condições dignas e justas de exercer a formação recebida.
Entendemos que não falta qualificação profissional aos docentes, falta qualidade de condições de trabalho. Somos testemunhas, como professores da universidade, que não faltam por parte dos professores das escolas públicas esforços pessoais e coletivos por garantir seu direito à formação e por se qualificar em cursos de graduação, especialização, pós-graduação e de formação continuada. Porém, a elevação de sua qualificação não tem correspondido à qualificação dos postos e das condições de trabalho e a correspondente elevação dos salários. Ainda, os professores da educação básica são aqueles pior remunerados entre os profissionais da administração pública, mesmo que possuam idênticos níveis de qualificação.
Defendemos como legítimas suas lutas por melhores condições de trabalho e por um piso salarial básico justo, conquistado como direito nacional e exigido por lei como obrigação do Estado e governos de cada ente federado.
Como professores da Faculdade de Educação da UFMG, reconhecemos a história de mais de 30 anos de luta do movimento docente por reconhecimento dos trabalhadores em educação como sujeito de direitos. A consciência de sermos trabalhadores em educação básica ou superior tem significado um avanço histórico para a docência e, particularmente, para a educação, que passamos a defender como um dos campos privilegiados de direitos e, não um território de favores e barganhas políticas.
Reconhecemos que este é um dos sentidos políticos das lutas históricas do movimento docente: avançar no reconhecimento da educação como campo de direitos e, consequentemente, exigir do Estado e dos governantes seu dever de implementar políticas públicas que garantam a educação como direito público. Reconhecemos o movimento docente como o sujeito político que mais tem contribuído pela afirmação de nosso sistema educacional público como garantia do direito à educação dos trabalhadores e dos setores populares. Esse movimento vem tornando o sistema escolar mais público. Espaço de direitos. Reconhecemos as lutas dos professores como parte das lutas históricas das famílias e dos movimentos sociais.
Contrapor o direito dos professores a trabalho digno e a um justo salário básico ao direito das famílias e dos seus filhos a uma educação de qualidade é uma irresponsabilidade política a ser denunciada. Em mais de 30 anos de luta, o movimento docente vem defendendo a educação como direito de todo cidadão e dever do Estado. São mais de três décadas de solidariedade política entre os professores, seu movimento docente e a diversidade de movimentos sociais que lutam por reconhecimento. Solidariedade constituída na luta para que o Estado cumpra seu dever público Estado de direito.
A consciência do povo a seu direito à educação pública básica ou superior tem avançado de maneira mais rápida do que a consciência e a prática do Estado e dos governantes a cumprir seu dever público de construção de um sistema de educação. Estamos em tempos de avanço da consciência do direito à educação, terra, moradia, trabalho, justiça, igualdade. Consequentemente, estamos em tempos de solidariedade por pressionar o Estado, seus governantes para cumprir com urgência o seu dever de garantir essa pluralidade de direitos às famílias populares e aos trabalhadores.
As famílias populares sabem de seus esforços por garantir o direito de seus filhos à escola, à educação, ao conhecimento e à cultura. Lutam pela escola, mas sabem por experiência que a escola que tem direito exige o trabalho de profissionais em condições de cuidar, proteger, formar e tratar com dignidade seus filhos. As famílias populares construíram uma imagem positiva dos educadores e educadoras dos seus filhos. Os valorizam e com eles são solidários nas lutas por direitos pois sabem que professores quando negados em seus direitos não terão condições de garantir os direitos de seus filhos.
Ao longo das últimas décadas, foram sendo construídas novas solidariedades políticas entre o movimento docente, as comunidades de famílias populares e seus movimentos sociais em lutas comuns por direitos à escola, ao trabalho, à moradia, à terra, ao transporte.
Condenar os professores e seu movimento é uma forma de adiar seu reconhecimento como trabalhadores sujeitos de direitos, énegar a constituição de um Estado de direito e inviabilizar a conformação de nosso sistema educacional como espaço público.
Tentar contrapor o direito das famílias e seus filhos às legítimas lutas dos professores pela garantia de seus direitos é uma perversa e retrógada estratégia que merece repúdio de quem defende o estado de direito.
Merecem repúdio as estratégias que pretendem quebrar essa solidariedade. Compromisso será reforçá-la. A sorte do direito popular à educação é inseparável da sorte, do avanço, da garantia de direitos dos trabalhadores à educação. Por essas lutas estamos solidários.
Assim os seguintes professores e professoras da Faculdade de Educação da UFMG 
Ademilson de Sousa Moraes
Adla Netsaida Martins Teixeira
Adriana Maria Cancella Duarte
Amarílis Coelho Coragem
Ana Lydia Bezerra Santiago
Ana Maria Rabelo Gomes
Andrea Moreno
Antonio Augusto Gomes Batista
Antonio Júlio de Menezes Neto
Bernardo Jefferson  Oliveira
Carlos Augusto Novais
Carlos Eduardo Mazzeto Silva
Carmem Lúcia Eiterer
Célia Abicalil Belmiro
Cláudio M. M. Nogueira
Conceição C. Xavier
Cynthia Greive Veiga
Daisy Moreira Cunha
Dalila Andrade Oliveira
Eduardo Fleury Mortimer
Elizabeth Guzzo de Almeida
Geraldo magela Pereira Leão
Hormindo Pereira de Souza Júnior
Inês Assunção de Castro Teixeira
Isabel de Oliveira e Silva
Iza Rodrigues da Luz
José Raimundo Lisbôa da Costa
José Simões de Almeida Júnior
Juarez Melgaço Valadares
Juarez Tarcísio Dayrell
Júnia Sales Pereira
Leôncio José Gomes Soares
Licínia Maria Corrêa
Lívia Maria Fraga Vieira
Lúcia Helena Alvarez Leite
Luciano Mendes Faria Filho
Luis Roberto de Paula
Marcelo Ricardo Pereira
Marco Antônio F. Scarassatti
Marcos Vinícius Bortolus / Escola de Engenharia da UFMG
Maria Amália de Almeida Cunha
Maria Aparecida Paiva Soares Santos
Maria Cristina S. Gouvêa
Maria de Fátima Almeida Martins
Maria de Fátima C. Gomes
Maria Emília Caixeta de Castro Lima
Maria Gorete Neto
Maria Isabel Antunes Rocha
Maria José Braga
Maria Manuela Nartins Soares David
Maria Rosimary Soares dos Santos
Maria Teresa Gonzaga Alves
Maria Zélia Versiani Machado
Marina de Lima Tavares
Marisa Ribeiro Teixeira Duarte
Marlucy Alves Paraíso
Miguel Gonzáles Arroyo
Míria Gomesde Oliveira
Miriam Lúcia dos Santos Jorge
Mônica Ângela de A. Meyer
Mônica Correia Baptista
Mônica Yumi Jinzenji
Nilma Lino Gomes
Nilma Soares da Silva
Orlando G. de Aguiar Júnior
Pablo Luiz de Oliveira Lima
Paulo Henrique Queiroz Nogueira
Paulo roberto Maia Figueiredo
Priscila Augusta Lima
Regina Célia Passos Ribeiro Campos
Rogério
Rogério Correa da Silva
Rosilene Horta Tavares
Rosimar de Fátima Oliveira
Samira Zaidan
Sara Mourão Monteiro
Savana Diniz Gomes Melo
Sérgio Dias Cirino
Shirley Aparecida de Miranda
Tânia de Freitas Resende
Teresinha Fumi Kawasaki
Vanessa Senna Tomaz
Wagner Ahmad Auarek
Wemerson de Amorim
Walter Ude

Fonte: Sindute MG

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Proposta de reajuste para servidores da educação em MG chega à ALMG

Se aprovado, o projeto entra em vigor em janeiro de 2012.
Diretora-geral do Sind-UTE diz que proposta não atende à categoria.

Do G1 MG

O governador Antonio Anastasia encaminhou à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), nesta terça-feira (6), o Projeto de Lei número 2.35511, que prevê mudanças na política salarial dos servidores da educação do estado. A proposta define piso de R$ 712,20 para os professores da educação que têm vencimento básico menor que este montante. As mudanças na política salarial dos servidores da educação foram anunciadas no dia 23 de agosto.
A diretora-geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE), Beatriz Cerqueira, disse ao G1  nesta terça-feira (6) que a proposta não atende às necessidades da categoria. “Este projeto é destrutivo da nossa carreira. Além de não cumprir o piso definido pelo Conselho, este projeto demonstra que o governo não negocia”. Ainda segundo ela, o cálculo do pagamento pelo subsídio não atende à lei federal do piso salarial para os servidores da educação.
O projeto vai ser analisado pelas Comissões de Constituição e Justiça, de Administração Pública e de Fiscalização Financeira e Orçamentária. Se aprovado, o projeto entra em vigor em janeiro de 2012.
De acordo com a Secretaria de Estado de Educação, com a proposta, o governo atende à determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelece piso salarial nacional para professores da rede pública no valor de R$ 1.187,00 para jornada de  trabalho de 40 horas semanais. A secretaria diz que, como em Minas, os professores da educação básica têm jornada semanal de 24 horas e a legislação prevê a proporcionalidade, a aplicação do valor de R$ 712,20 como vencimento básico atende à interpretação da Lei Federal.

O sindicato reivindica piso salarial de R$ 1.597,87 para jornada de 24 horas e Ensino Médio de escolaridade. De acordo com a categoria, o valor defendido segue cálculo da Confederação Nacional dos Trabalhadores de Educação (CNTE). Mas, para tentar colocar fim à greve, o sindicato já havia informado que admitiria discutir o piso de R$ 1.187, estabelecido pelo Ministério da Educação.

Fonte:  G1

Professores estaduais fazem manifestação no Aeroporto da Pampulha

Cristiane Silva
Publicação: 01/09/2011 11:37 Atualização: 01/09/2011 12:25

Professores da rede estadual aproveitaram a chegada da presidente para protestar (Jair Amaral/EM DA Press)
Professores da rede estadual aproveitaram a chegada da presidente para protestar

Pelo menos 100 professores estaduais participam de um protesto no Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte. Os profissionais aproveitaram a presença da presidente Dilma Rousseff (PT) e do governador Antonio Anastasia (PSDB) para se manifestarem mais uma vez exigindo o pagamento do piso salarial nacional para a categoria.

De acordo com a diretora estadual do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) Idalina Franco de Oliveira, o grupo ficou próximo ao Comando da Aeronáutica, protestando com faixas e palavras de ordem.

Impasse continua

Na manhã de quarta-feira, em reunião na sede do Ministério Público de Minas Gerais, o governo de Minas propôs ao Sind-UTE um piso salarial de R$ 712 como vencimento básico para os professores da rede estadual. Esse valor, segundo o governo, está em conformidade com a Lei Federal 11.738 que regulamenta o Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN) em R$ 1.187 para uma jornada de 40 horas semanais. Os professores de Minas têm jornada de 24 horas semanais, assim o governo se baseou na regra de proporcionalidade. De acordo com o Sind-UTE, atualmente o governo paga o piso de R$ 369 para os servidores que optaram por voltar ao modelo antigo de remuneração, feito pelo vencimento básico.

A proposta do governo foi recusada pela categoria, que se reuniu à tarde no pátio da Assembleia Legislativa de Minas. Os professores decidiram manter a greve por tempo indeterminado. Em seguida, eles saíram em mais uma passeata pela capital.

Fonte: Estado de Minas

Tribunal mantém contratação de professores substitutos

Justiça nega, pela segunda vez, pedido de sindicato para impedir nomeação de professores substitutos e garante aulas a estudantes do 3º ano do ensino médio que farão provas do Enem

Landercy Hemerson -
Publicação: 06/09/2011 06:00 Atualização: 06/09/2011 06:05

Estudantes do ensino médio protestaram na porta do Instituto de Educação contra suposta escolha para recuperação das aulas perdidas (Euler Júnior/EM/D.A Press)
Estudantes do ensino médio protestaram na porta do Instituto de Educação contra suposta escolha para recuperação das aulas perdidas


Pela segunda vez, a Justiça manteve decisão que favorece os alunos do 3º ano do ensino médio da rede pública estadual, ao negar pedido de reconsideração do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), em mais uma tentativa de barrar a contratação dos professores substitutos. Dados divulgados nessa segunda-feira pela Secretaria de Estado de Educação (SEE) apontam que 1.883 substitutos estão nas salas de aulas, o que representa 92% do total da demanda de 2.040 professores para garantir o funcionamento das turmas de 3º ano. A medida atende os estudantes que vão prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como vestibular da rede pública de ensino superior.

Além da contratação dos substitutos, a SEE está investindo em outras ferramentas para reforçar a preparação dos alunos que vão enfrentar as provas do Enem, em 22 e 23 de outubro. A secretária de Estado da Educação, Ana Lúcia Gazzola, disse segunda-feira que conteúdos didáticos também serão divulgados pela internet. Segundo ela, além da parceria com a Rede Minas, que prevê a inserção de dicas sobre as disciplinas do ensino médio a partir de segunda-feira, e do programa que terá como tema o Enem, a partir do dia 17 o material será colocado à disposição.

“Tínhamos um projeto pedagógico em andamento voltado para a capacitação de professores e preparação dos alunos, por meio do Canal Saúde e da Rede Minas. Diante dessa situação emergencial, de garantir o direito constitucional dos estudantes do 3º ano de acesso ao conteúdo didático, antecipamos a implementação de projeto para preparação dos alunos, que vai além desse período e continua nos próximos anos”, explicou Gaz- zola, que destaca que mais da metade das escolas da rede pública estadual já recebeu equipamentos para recepção do sinal de satélite.

Mérito


"Diante dessa situação emergencial, antecipamos a implementação de projeto para preparação dos alunos", Ana Lúcia Gazzola, secretária de Estado da Educação
Com relação à decisão do Tribunal de Justiça de Minas, que pela segunda vez não atendeu pedido de liminar do Sind-UTE/MG contra a contratação dos substitutos, a secretária Ana Lúcia Gazzola a considerou uma vitória dos estudantes. “Foi privilegiado o interesse público, o interesse dos alunos, sobre o interesse corporativo, que vem pautando o movimento grevista”, afirmou. O sindicato, por sua vez, manifestou que vai aguardar o julgamento do mérito.

Em 10 de agosto, o Sind-UTE/ MG entrou com mandado de segurança para impedir a designação dos professores, que foi indeferido pelo TJ no dia seguinte. No despacho, o desembargador citou a Lei Federal 7.783/89, que trata da garantia dos serviços essenciais durante a greve. No dia 22, o sindicato entrou com pedido de reconsideração, alegando a disposição de cumprir a escala mínima, mas o TJ manteve a decisão anterior garantindo a contratação dos substitutos para atender os estudantes.

Na Escola Estadual Leonina Mourthe de Araújo, em Santa Luzia, na Grande BH, o diretor Sandro Coelho contratou 12 professores para substituir grevistas do turno da manhã e da noite das turmas do 3º ano do ensino médio. De acordo com ele, com retorno de 80% dos titulares, metade dos designados já estão atuando em aulas de reforço ou outros projetos pedagógicos.

O professor Marcelo Rodrigues Batista, que substitui um grevista em três turmas da escola, garante que os alunos estão motivados. “Encontramos um quadro em que 90% dos estudantes vão prestar provas do Enem. Eles estão empenhados”, diz. Marcelo afirmaa que trabalha focado na preparação para as provas seletivas.

Fonte:  Estado de Minas

Sind-UTE e deputado denunciam intimidação por parte da polícia

Sind-Ute diz que há cerca de dez dias policiais monitoram sede do sindicato em Belo Horizonte

João Henrique do Vale -
Publicação: 06/09/2011 15:59 Atualização: 06/09/2011 20:31

O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) e o deputado estadual Rogério Correia (PT) denunciaram que policiais estariam intimidando a categoria por causa da paralisação, que teve início em junho. “Há uns dez dias eles ficam monitorando o sindicato a distância. Eles param o carro e seguem os carros de som e do sindicato. Acho até que meu celular está grampeado”, afirma a coordenadora do Sind-UTE/MG, Beatriz Cerqueira.

Nesta manhã, o deputado foi até a sede do sindicato no Bairro Floresta, na Região Leste de Belo Horizonte, e abordou o suposto policial, que estava parado próximo ao local. Ao ser perguntado porque estava próximo ao sindicato, o homem não quis falar sobre o assunto e tentou arrancar o carro. Como foi impedido, ele desceu do veículo e foi embora a pé.

De acordo com o deputado Rogério Correia (PT), a polícia foi acionada mas se negou a seguir para o local. “Nós ligamos duas vezes para a Polícia Militar pedindo uma viatura para identificar de quem é esse carro e os problemas que isso pode acarretar. Agora liguei direto para o comandante geral da Polícia Militar, o Coronel Renato, e ele disse que não iria enviar uma viatura pois eu estava querendo criar um fato político. A obrigação dele é vir aqui e verificar o que está acontecendo e de quem é esse carro”, informou o deputado.

Por meio de nota, a Polícia Militar ressaltou a filosofia usada pela corporação e se esquivou de negar ou confirmar a ação. Leia a nota na íntegra.

A propósito de denúncia do deputado estadual Rogério Correa e da diretoria do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), sobre uma suposta intimidação às ações do Sindicato, temos a esclarecer que:

A Polícia Militar de Minas Gerais, que nos seus 236 anos de prestação de serviços à comunidade mineira tem dado provas de inequívoca vocação democrática, é uma instituição que zela pelos mais altos valores de cidadania.

Por isso, tem do povo mineiro o reconhecimento do seu trabalho em proteção da vida, das pessoas, das instituições, da garantia do direito de ir e vir e dos preceitos constitucionais, ao assegurar os mais importantes processos e direitos democráticos – a liberdade de associação e de expressão, em cuja base repousa uma sociedade justa, livre e organizada.

Ressaltamos que a Polícia Militar de Minas Gerais pauta seus atos pela transparência, não se prestando ao cerceamento de direitos ao realizar o seu trabalho de polícia ostensiva ou de inteligência aplicada à preservação da ordem pública e à segurança dos cidadãos.

Impasse

A greve dos professores já dura 91 dias, e deve se estender ainda mais. Os professores rejeitaram a proposta do estado de um piso salarial de R$ 712,20, para uma jornada de 24 horas semanais. Eles insistem num piso de R$ 1.597. Quem pode mudar a realidade dos grevistas é o Ministério Público de Minas Gerais, que admitiu a possibilidade de entrar com ação civil pedindo a declaração de ilegalidade da greve e a fixação de multa em caso de descumprimento.

Nesta quinta-feira, os professores vão se reunir em uma nova assembleia. Como não houve avanço nas negociações nos últimos dias, os educadores devem votar a continuidade da paralisação.

Fonte: Estado de Minas

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Governadores tentam protelar decisão do STF

Recursos não suspendem a eficácia imediata da decisão
Pelo menos quatro governadores de Estado (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Ceará) interpuseram embargos ao acórdão da ADI 4.167, publicado no dia 24 de agosto, cujo resultado ratificou a constitucionalidade integral da Lei 11.738 e ordenou sua aplicação imediata.
Importante frisar que tais embargos não têm poder de suspender a decisão do STF. Os gestores terão de cumpri-la enquanto aguardam novo pronunciamento do Tribunal a respeito dos possíveis pontos considerados contraditórios, obscuros ou omissos no acórdão. A não observância da Lei quanto à vinculação do piso aos vencimentos de carreira, enseja imediata Reclamação ao STF. No caso da hora-atividade vinculada à jornada, seu descumprimento deve ser denunciado na justiça local.
Com relação ao teor dos embargos, todos solicitam que a decisão de vincular o piso nacional às carreiras de magistério, ou melhor, ao vencimento-base inicial para professores com formação de nível médio, seja considerada a partir do julgamento final da ação, evitando passivos judiciais. Sobre este ponto, a CNTE já havia orientado suas afiliadas a cobrarem a sobredita vinculação a partir de 6 de abril de 2011, quando o STF julgou a questão. Contudo, caso o Tribunal retroceda o prazo de vigência integral do piso na forma de vencimento, aí sim os Sindicatos poderão requerer dos Executivos os valores retroativos ou cobrá-los judicialmente.
Outro embargo, do Estado de Santa Catarina, acresceu no seu pedido a extensão do auxílio financeiro da União para pagamento do Piso aos estados e municípios que não recebem a complementação ao Fundeb. A CNTE também já havia indicado, em sua primeira análise sobre os dispositivos da Lei do Piso, ainda em 2008, essa incompatibilidade do art. 7º da Lei 11.494, que se encontra regulado pela Resolução nº 5/2011 da Comissão Intergovernamental de Financiamento para a Educação Básica de Qualidade, instituída pela Portaria MEC nº 213/2011.
Contraditório, extrapolante e decepcionante, porém, consistem os embargos apresentado pelo governador Tarso Genro, do Rio Grande do Sul, que requer a implementação do piso gradativamente e no prazo de um ano e meio após o julgamento do transito em julgado do acórdão que decidir sobre os presentes embargos declaratórios e infringentes. Para quem é signatário da Lei 11.738 e requereu a retirada do Estado da ADI 4.167, assim que assumiu o governo, é de estranhar que sua interposição tenha sido a mais retrógrada e protelatória quanto à efetividade integral e imediata da Lei. Lamentamos essa postura do governo gaúcho e esperamos que o STF indefira totalmente o pedido que extrapola, a nosso ver, os limites apontados pelo acórdão, sobretudo quando verificadas as referências da maioria dos ministros que entendeu que os gestores tiveram tempo suficiente para adequarem as contas públicas ao piso do magistério.
Até o dia 5 de setembro poderão ser interpostos novos embargos ao acórdão que exige o cumprimento da Lei do Piso, e a CNTE acompanhará esse processo e informará suas afiliadas com a maior brevidade possível.

Fonte: CNTE

Advogado tira dúvidas sobre a Lei do Piso

O Conselho Nacional de Entidades (CNE) se reuniu nesta sexta-feira (02), em Brasília. O destaque do encontro foi a presença do advogado da Assessoria Jurídica da CNTE, Gustavo Ramos, que esteve à disposição dos participantes para tirar dúvidas sobre o cumprimento da Lei do Piso, após a publicação do acórdão do STF.

O presidente da CNTE, Roberto Leão, deu início à reunião lembrando que a Lei do Piso está valendo e que não há motivo para discutir o mérito, já que o STF declarou a constitucionalidade da Lei 11738/08. Ele ressaltou que é preciso que os trabalhadores em educação corram atrás dos seus direitos e passou a palavra ao advogado para que os presentes pudessem esclarecer as principais dúvidas relacionadas à Lei. 

Gustavo Ramos foi categórico ao afirmar que não há mais motivos para que a Lei não seja cumprida. "Qualquer estado ou município que continue pagando menos que o valor do Piso, após a publicação da ata de julgamento do acórdão do Supremo (13/04/11), justifica que os professores - preferencialmente de forma coletiva - ajuizem ação local e também reclamação constitucional no STF para buscar o integral cumprimento da lei do piso". 

De acordo com o advogado, as ações podem ser feitas com pedidos retroativos a 2009 e o mecanismo de correção será o mesmo do Fundeb. "Aconselho que se for pedida a correção monetária, que se faça com o valor cobrado pela CNTE, que é de R$ 1597,87, para não enfraquecer a luta", destacou Gustavo Ramos.

Hora/atividade
Muitas dúvidas surgiram a respeito do cumprimento do limite da carga horária de 2/3 na interação com o aluno. Gustavo explicou que, apesar do reconhecimento da constitucionalidade do dispositivo, a decisão do STF não vincula quanto ao cumprimento de 1/3 relativo à hora/atividade. Ao finalizar suas contribuições no esclarecimento das dúvidas, o advogado aconselhou que as ações referentes a esta matéria sejam locais e coletivas, sendo possível pleitear indenizações no caso de inobservância da lei.
Para tentar acabar com todas as dúvidas a respeito de como agir para que a Lei do Piso seja cumprida integralmente em todos os estados, o CNE decidiu realizar em outubro um seminário com as Assessorias Jurídicas de todas as entidades filiadas. (CNTE, 02/09/2011)
(CNTE, 02/09/2011)

Fonte: CNTE

Greve dos professores de Minas: marco histórico

[Ecodebate] Gilvander Moreira[1]

Vejam o salário dos trabalhadores que fizeram a colheita nos campos de vocês: retido por vocês, esse salário clama, e os protestos dos trabalhadores chegaram aos ouvidos do Deus da vida… Vocês condenaram e mataram o justo.” (Carta de Tiago 5,4.6).
Dia 31 de agosto de 2011, acompanhei mais uma grande Assembleia Geral das/os Professoras/res da Rede Estadual de Educação do Estado de Minas Gerais, que estão em greve, desde o dia 08 de junho, há quase 90 dias.
Foi emocionante e inesquecível e ao mesmo tempo provocou profunda indignação.. Mais de 9 mil educadores e centenas de trabalhadores de várias outras categorias, representantes de muitos sindicatos e movimentos populares transformaram a ante-Praça da Assembleia Legislativa de Minas em palco de luta. Mais quantos dias de greve serão necessários para que o Governador de Minas, Sr. Antonio Anastasia (PSDB + DEM), ouça os clamores dos educadores da Rede pública de Educação? Os clamores já estão sendo ouvidos em todo o Brasil, pelo mundo afora e chegou aos céus.
Somente após 84 dias de greve, o Governo Anastasia apresentou proposta de elevar o Piso salarial de R$369,89 para R$712, a partir de janeiro de 2012, desconsiderando o tempo de carreira e o grau de escolaridade. Os professores rejeitaram essa proposta e votaram, por unanimidade, a continuidade da greve por tempo indeterminado. A direção do Sind-UTE[2] disse: “A proposta nada mais é que o achatamento da carreira, não está aplicada a tabela de vencimento básico vigente e ela contemplaria apenas o professor, excluiria outras categorias de educadores. O Governo não apresentou proposta para os cargos de suporte à docência e por isso, também não cumpre a Lei Federal 11.738/08 que prescreve Piso Salarial Nacional.”
Em 2011, em educação pública, o Brasil ficou em 88º lugar, no ranking de educação da UNESCO. Há sete anos professora, a pedagoga Alzira de Sete Lagoas, mostrando seu contracheque com vencimento básico de apenas R$369,89 bradou: “Só retornarei para a sala de aula após o governador Anastasia começar a pagar o Piso Salarial Nacional, instituído pela Lei Federal 11.738/2008”. Os milhares de educadores, em Assembleia, gritaram: “É greve, é greve, é greve, até que o Anastasia pague o que nos deve” – o Piso Nacional, hoje, segundo o Ministério da Educação é R$ 1.187,00. Em 06 de abril de 2011, o STF[3], na ADIN 4167, definiu que piso é o vencimento básico. Acórdão sobre essa decisão do STF foi publicado em 24/08/2011, o que legitimou mais ainda a greve e as reivindicações dos educadores.
O governo estadual de Minas Gerais teve três anos para adequar o orçamento à exigência da Lei Federal 11.738, mas, na contramão do que reivindicam os professores, insiste em não pagar o piso salarial nacional e tenta justificar o injustificável. Os professores não aceitam mais subsídio, porque isso significa a morte da carreira. Logo, o governo estadual age na ilegalidade, com atuação imoral. Relatório técnico do Tribunal de Contas do Estado comprovou que o Governo de Minas não investe o percentual constitucional de 25%[4] em educação pública. Em 2009, por exemplo, o investimento foi de apenas 20,15%.
De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE – o Piso Salarial Nacional para 24 horas semanais deveria corresponder, hoje, a R$1.597,87, pois a Lei 11.738 estabelece reajustes anuais para o piso. Como o valor do piso em 2008 era de R$950,00, aplicados os reajustes de 2009, 2010 e 2011, o piso hoje teria que ser R$1.597,87. Contudo, em 2009, o Governo Federal não concedeu o reajuste.
No levantamento elaborado pelo Sindifisco-MG[5] para avaliar o investimento dos Estados brasileiros com a educação em relação à Receita Corrente Líquida de cada Estado, Minas Gerais é o penúltimo colocado. Há um déficit em Minas Gerais de 1 milhão e meio de vagas na educação básica. A preocupação que o Governo diz ter com o ENEM não é sincera pelos seguintes motivos: a) o Governo estadual não oferece aos estudantes toda a matriz curricular do ensino médio; b) autorizou a contratação de pessoas sem formação em magistério e licenciatura para ser professor; c) não cumpre a Lei Federal 11.738, o que poria fim à greve.
Um processo de empobrecimento dos educadores da rede pública em Minas se aprofundou desde que o Aécio Neves assumiu o governo. O tão badalado “Choque de Gestão” – que está na terceira fase -, uma política neoliberal que marginaliza os trabalhadores da educação, os servidores públicos e toda a sociedade.
Em Minas, o vencimento básico hoje de um professor de nível médio é de R$ 369 e  professor/a que tem licenciatura plena é R$ 550. Logo, o governo de Minas Gerais paga como vencimento básico quase só o salário mínimo para professor/a tem um curso universitário. Alegar que o Estado não tem condições de pagar o Piso nacional não justifica pelo seguinte: a) O vencimento básico da polícia civil é R$2.041,00; b) Minério, celulose, café e muitos outros produtos primários são exportados com isenção de impostos (Lei Kandir); c) Há dinheiro para grandes obras “como a COPA”, construção da Cidade Administrativa, aumento exorbitante do aparelho de repressão – grandes penitenciárias, milhares de policiais, milhares de viaturas etc.
Assino embaixo do que disse Leonardo Boff, em mensagem aos professores: “Estou estarrecido face à insensibilidade do Governador Anastasia face a uma greve dos professores e professoras por tanto tempo. Ele não ama as crianças, não respeita seus pais, despreza uma classe de trabalhadores e trabalhadoras das mais dignas da sociedade.” Acrescento: Ele não respeita a sociedade que diz representar. Somente as/os trabalhadoras/os que lutam pelos seus direitos tem dignidade para ensinar cidadania.
Que beleza o apoio de Dom Tomás Balduíno aos professores, ao dizer: “Orgulho-me pela greve de vocês. Vejo neste acontecimento um dos esperançosos sinais dos tempos, semelhante ao que está acontecendo no Chile. Vocês, com seu sofrimento e angústia, estão sendo os instrumentos de Deus na construção do Brasil que queremos, a Pátria dos nossos sonhos. Por isso uno-me solidário com vocês e com todos e todas que lhes dão apoio.”
Com Cora Coralina, digo: “Propõe-se a ensinar aquele que é bom de espírito, aquele que se orgulha quando o aluno o supera. Aquele que, cotidianamente, motiva o aluno, sem esquecer-se de que um dia o foi… É aquele que, “Feliz, transfere o que sabe e aprende o que ensina.” Vejo isso nos professores que estão em greve em Minas e em muitos outros estados.
Essa greve, a mais longa da história de Minas, será um marco histórico na luta pela educação pública e de qualidade, em Minas. Que cada professor/a desenvolva pedagogias que ajudem na compreensão da vida concreta, isto é, a matemática da fome, o português da violência, a geografia e a história da exploração e dos problemas sociais, a ciência da história da vida real das pessoas.
A greve das/os professoras/res de Minas Gerais está sendo uma verdadeira escola libertadora. Quem disse que as/os professoras/es não estão ensinando? As/os educadoras/res estão nas ruas, ensinando uma verdadeira lição de cidadania, de quem não se deixa oprimir, de quem busca na luta, dignidade e justiça social pelo valor à educação, um dos maiores patrimônios que o Estado tem a obrigação de cuidar.
Atenção, Anastasia, a greve só será interrompida quando a justa, legal e legítima reivindicação da categoria for atendida: o Piso Salarial Nacional, um valor pífio e insignificante.
Enfim, benditas/os as/os educadoras/os e todos os que apoiam a luta pela educação pública e de qualidade e, assim, lutam pela transformação da sociedade.
Belo Horizonte, 04 de setembro de 2011

[1] Mestre em Exegese Bíblica, professor, frei e padre carmelita, assessor da CPT, CEBI, SAB e Via Campesina; www.gilvander.org.br – www.twitter.com/gilvanderluis
[2] Sindicato Único dos Trabalhadores da Educação de Minas Gerais.
[3] Supremo Tribunal Federal.
[4] Cf. Constituição Federal, art. 212.
[5] Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual de Minas Gerais.
 EcoDebate, 05/09/2011

Fonte: Na Raiz

Fórum de Educação em Icapuí: Professores debatem piso salarial

Um debate de alto nível, sobre as possibilidades e os desafios para a efetiva implantação do piso salarial dos professores. Assim foi a primeira reunião do Fórum de Educação do Ceará 2011, realizada na manhã da última sexta-feira (02/09), no município de Icapuí, no Litoral Leste do Estado.


Mais de 120 professores e gestores atenderam ao convite do Mandato do Deputado Federal Chico Lopes (PCdoB-CE), que promove o Fórum, para debater a valorização dos professores, tendo como referência os desafios para fazer valer, em sua totalidade, a lei do piso salarial nacional da categoria.

“Foi um debate muito bom, fazendo frente a todas as expectativas. Os professores e os representantes da Prefeitura sentaram lado a lado para discutir, com muita sinceridade, o que pode ser feito para a implantação do piso salarial e do direito a um terço da carga horária dos professores para atividades extra-sala”, afirma o deputado Chico Lopes. Ele é autor da emenda à lei do piso que garante aos docentes um terço da carga horária para atividades como planejamento de aulas, correção de trabalhos, aperfeiçoamento didático e pesquisas.

“Ficamos muito satisfeitos em constatar que, de acordo com os representantes da Prefeitura, Icapuí já cumpre a lei, no que diz respeito a pagar o piso aos professores. E a partir de janeiro de 2012 o direito a um terço da carga horária para atividades extra-sala também será respeitado”, ressaltou Chico Lopes.

Foi o que garantiu Augusto Jerônimo, assessor da Prefeitura, enfatizando a necessidade de mobilização social para o respeito aos direitos dos professores. “É preciso regulamentar a complementação dos recursos da União, para garantir que os municípios paguem o piso aos professores e garantam também a reserva da jornada de trabalho”, afirmou.

Organização e luta

Raimundo Ivan, representante do Sindicato dos Servidores Municipais, destacou que os municípios onde há maior organização por parte dos professores são os que conseguem as maiores conquistas para a educação. “Icapuí tem conseguido resolver essas questões”, opinou.

Já a diretora da Escola Gabriel Epifânio dos Reis, que sediou a reunião do Fórum, apontou a necessidade de maior consciência de classe por parte dos professores. “Esse é um dos desafios para a efetiva implantação da lei do piso”. O professor Sérgio Araújo, membro do Conselho do Fundeb na cidade, concorda: “Falta aos professores um maior empoderamento para esse debate. Eles precisam de mais informações, para poderem lutar por seus direitos”.

Objetivo atingido

Durante a reunião, foram distribuídas publicações do Mandato Chico Lopes, como os informativos e as cartilhas sobre o Fundeb e sobre a lei do piso salarial nacional dos professores. “Essa ação do Mandato atingiu seus objetivos, quando vimos um debate tão produtivo, com efetiva participação dos gestores públicos e dos professores. Sem rivalidade, sem bem contra o mal, mas com responsabilidade de todos no que diz respeito a seu papel para a melhoria da educação”, complementou o deputado Chico Lopes.

Próximas reuniões

O Fórum de Educação do Ceará promoverá ao todo, em 2011, debates em cinco municípios. Horizonte, Maranguape e Juazeiro do Norte também sediarão as discussões, a serem encerradas com uma reunião em dezembro, em Fortaleza.

Fonte: Assessoria do Deputado Federal Chico Lopes (PCdoB-CE)


Fonte*: Vermelho

*- Site de original da postagem

segunda-feira, 5 de setembro de 2011


Greve completa 90 dias: sem o piso, não voltamos para a escola!
Nesta segunda-feira, a greve dos educadores de Minas Gerais completa 90 dias! São três meses de uma luta heroica por parte de milhares de educadores, que cruzaram os braços e paralisaram as atividades ante ao descumprimento de uma lei federal pelo governo mineiro, a Lei do Piso.

Esta é a maior greve dos educadores da história de Minas Gerais. E ao contrário das outras greves, a atual não ocorre em função de um aumento salarial, mas pelo cumprimento da lei 11.738/2008. Pensávamos, ingenuamente, que aprovada a lei federal que instituiu o piso salarial nacional, automaticamente os estados e municípios, em cooperação com o governo federal, tratariam de pagá-lo. Quanta ingenuidade da nossa parte!

Talvez porque nós, os de baixo, tenhamos a alma leve e acreditemos sempre na boa fé das pessoas. Mas, a novela do piso tem nos revelado o quanto que, de ingênuos, os governantes deste país nada têm. São perversos e de tudo fazem para suprimir os direitos dos de baixo. A lei do piso acabou de arrancar a máscara de um governo que dizia estar aplicando um choque de gestão para favorecer os servidores, especialmente os da Educação, tal como aparece no discurso do faraó em 2004.

A vida se incumbiu de demonstrar o real significado do choque de gestão: confisco salarial dos educadores para sobrar mais dinheiro para os de cima.

Todos eles - empresários da grande mídia, parlamentares, desembargadores, promotores de justiça, governador e secretários de estado, banqueiros e empreiteiros - partilham, entre si, em banquete para poucos convidados, aquilo que sonegam aos de baixo. É por isso que se unem para tentar nos massacrar. Mas, esquecem que somos a maioria e podemos derrotá-los.

O caso do piso salarial é tão gritante, que chega a causar revolta. Diferentemente de outros segmentos do serviço público que sequer possuem um fundo próprio, na Educação existem o FUNDEB e a determinação constitucional de que pelo menos 25% da receita do estado tenham que ser investidos na Educação. Somente os recursos do FUNDEB representam 20% de todas as receitas do estado (ICMS, IPVA, etc.) e demais repasses. São cerca de R$ 400 mil reais por mês, perfazendo um total de quase R$ 5 bilhões por ano.

Mas, ainda que estes recursos da Educação fossem insuficientes para pagar o piso, o governo mineiro teria que lançar mão de outros recursos, ou pressionar o governo federal para que este cooperasse, mediante a comprovação de que o estado não teria recursos próprios.

Contudo, na visita que o governador mineiro fez ao ministro da Educação, a única coisa que resultou deste encontro foram dois discursos do ministro falastrão: um, em favor do governo, dizendo que ele fez bem em contratar substitutos para os grevistas; e outro, posteriormente, dizendo que as greves pelo piso são legítimas, pois os governos deveriam ter se preparado anteriormente para pagarem o piso. Ou seja, acendeu uma vela para o maligno, e outra para Deus. Como a versão bíblica diz que não se pode servir a dois senhores ao mesmo tempo - a versão marxista e anarquista também considera incompatível tal conduta, rsrs -, então o mais provável é que ele tenha feito o jogo do governador.

Ou seja, deve ter dado uns tapinhas nas costas dele e aconselhado: resolva isso por lá, governador, pois aqui, em Brasília, o dinheiro tem outro destino.

No que o governador deve ter respondido:

- Pois é, ministro, acontece que lá em Minas, também, os recursos têm destino semelhante ao de vocês aqui em Brasília.

Ou seja: tem dinheiro só para os de cima, pois para os educadores, bom, os educadores... de acordo com o desgovernador do Ceará, isso é coisa para quem ama o ofício de lecionar. Não tem nada a ver com salário, dinheiro, é por amor à profissão, vocação.

É isso que as elites pensam dos educadores. É um trabalho menor, para eles, que qualquer ajudazinha de custo está muito bem paga.

Não viram com que cinismo o governo mineiro anunciou pela TV, que com o subsídio nenhum professor receberia menos que R$ 1.120,00, como se estivesse falando de uma fortuna? Claro que para eles, esta soma é gasta num café da manhã entre amigos. Mas, para os educadores, está muito bem pago, pensam eles.

Mas, para o azar desta elite cínica e bandida, nós, educadores, não estamos mais dispostos a aceitar este papel que eles querem nos atribuir. Que venham eles para as salas de aula e troquem os salários deles pelos nossos. Ou, do contrário, tomem vergonha na cara e paguem pelo menos o que a lei manda, ou seja: o nosso piso, de acordo com o nosso plano de carreira.

Não estamos interessados em saber se isso vai ultrapassar a Lei de Responsabilidade Fiscal - uma lei que existe só para os educadores! -, ou se isso vai prejudicar os gastos com a Copa do Mundo; ou se vai impedir que os agentes da alta cúpula tenham reajustes de 60%, ou que isto vai dificultar a transferência de renda para banqueiros e empreiteiros.

Virem-se, senhores governantes, com estes setores, porque o que é nosso não vamos abrir mão. Já fomos vítimas de muitos confiscos nos últimos 16 anos, pelo menos - e de forma acentuada nos últimos oito anos. Está na hora de começarmos a recuperar um pouco daquilo que o estado nos roubou.

Então, pessoal da luta, valentes membros do NDG, quero neste dia, quando completamos 90 dias de paralisação, parabenizá-los pela coragem, pela determinação, pelo espírito de união e de entrega a uma causa comum. Todos nós estamos passando por sacrifícios os mais variados. Muitos que entraram agora em greve ainda não passaram por estes sacrifícios, e talvez isso nem aconteça, pois o governo pode estar chegando a um limite em que terá que negociar.

Por isso este apelo para que todos entrem em greve, nesta reta final da nossa maravilhosa revolta greve pelo pagamento do piso e pela salvação da nossa carreira e de princípios éticos muito caros para todos nós.

Ninguém mais tem o direito de ficar de fora. Ou melhor: ninguém mais tem o direito de ficar dentro da sala. Ainda mais agora, quando o governo provavelmente vai tentar a sua última cartada intimidatória, que é a decretação, pela justiça, da ilegalidade da greve. Precisamos estar unidos e fortalecidos para resistir a mais este atentado contra a democracia, contra a liberdade, contra o direito de greve e contra os trabalhadores. Será muito importante aglutinar forças, internas e externas, com o apoio de todos os movimentos sociais, porque será (está sendo) uma luta decisiva para o futuro da nossa carreira e das lutas sociais em Minas Gerais - e quiça no Brasil.

Não temos o direito de qualquer recuo! Pelo contrário, precisamos fortalecer as nossas trincheiras para enfrentar o inimigo, que é poderoso, dispõe de dinheiro, de armas, de meios de comunicação, da aparelhagem legislativa e judiciária; mas nós somos a maioria. E pela carta constitucional, o verdadeiro poder emana do povo, ou seja, da maioria dos de baixo. Logo, quem está rompendo a legalidade são eles; nós lutamos pelo que é justo, pelo que é legítimo e pelo que é legal. E por isso venceremos!

Um forte abraço a todos e força na luta! Até a nossa vitória!


Fonte: Blog do Euler Conrado 

Greve 2011 - ILEGALIDADE DO MOVIMENTO?

ILEGALIDADE DO MOVIMENTO?

Causou-nos certa estranheza o fato do Ministério Público, só depois de 80 dias de paralisação dos professores, mandar publicar em vários jornais, que vai pedir a ilegalidade da greve.

Não será o Estado é que deveria ser punido pelo desrespeito a uma Lei Federal? Dessa vez a multa diária não seria para o Estado?

O Sindicato não está mentindo não! A tabela salarial que respeita nossa formação bem como nosso tempo de trabalho foi criada por lei e o governo sabe disso.

Os 712 reais (já defasados, pois hoje já são R$ 958,72) que a lei 11738/2008 manda pagar é apenas para professores de nível médio de escolaridade, isto está muito claro na lei.

Não é possível que o Governador saiba desse detalhe da lei, nem a Secretária de Educação, a de Planejamento e muito menos o Procurador do MP.

O governo está rasgando a Lei 15.293/2004 que define o nosso plano de carreira, que ele próprio aprovou!

O que está sendo oferecido a nós é a esmola de um pouco mais de 23 reais ao dia, não apenas para transmitir conhecimentos, mas, para exercermos o apostolado de educador de fato.

Em qualquer cidadezinha do interior do nosso estado, qualquer pedreiro recebe, por dia de trabalho exatamente 60 reais, nada contra os pedreiros, e acho muito justo esse salário. E por que temos que aceitar um terço desse valor?

O MP que nos desculpe, mas se o governo não quer mesmo ver essa realidade aqui descrita é por que ele não está nem aí para nossos alunos sem aula e nossa greve tem mesmo é que continuar.

Belo Horizonte, 01/09/2011

Professor Antônio Jerônimo Neto

Carta de Anelise Coelho, mestranda em História pela UFMG, em apoio ao movimento de greve

Caros amigos do Sindute-MG,

Tudo bom? Meu nome é Anelise Coelho, sou Mestranda em história pela UFMG e me formei pela mesma instituição. Tenho participado de todas as manifestações e apoio integralmente o movimento dos professores. Não sou filiada a nenhum partido político, não leciono na rede estadual, entretanto, como cidadã brasileira eu me sinto na obrigação de defender o movimento dos ataques caluniosos e vergonhosos da mídia mineira e do governo do estado. Em solidariedade ao movimento estou entrando em contato com todos os meus amigos, colegas, com o DCE da UFMG e com demais DAs e CAs em busca de um grande apoio à próxima manifestação. Estamos fazendo faixas e faremos de tudo para não deixar a chama do movimento morrer. Não dessitam, o que vocês estão fazendo é digno do louvor!

Acho que uma coisa poderia ser feita diferente dessa vez, ao invés de parar o trânsito a gente poderia ficar na margem das maiores avenidas de BH, de mão dadas, na lateral da pista, para que os motoristas vejam a união dos professores e para que a mídia não possa bater nesse assunto mais uma vez. Bom, isso é só uma sugestão. Saibam que a grande maioria da população está com vocês!

Todo o meu apoio,

Anelise Coelho

Informes da Greve

A contra gosto do anastAZIA, em Uberlândia, novas escolas fortificam o movimento de greve!



 PRÓXIMA ASSEMBLEIA ESTADUAL
DIA 08/09/2011 - BELO HORIZONTE

ATIVIDADE NA CÂMARA MUNICIPAL DE UBERLÂNDIA
DIA 05-09-2011 ÀS 09:00 H - PARTICIPE!


Fonte: Sindute Uberlândia