quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Professores de Minas publicam contracheques para provar que estado é PSDB*


* PIOR SALÁRIO DO BRASIL
por Luiz Carlos Azenha

Depois de uma campanha midiática em que o governador Antonio Anastasia sugeriu que os professores em greve estavam mentindo sobre os salários pagos a eles pelo governo de Minas Gerais, os profissionais de Educação do estado decidiram publicar os contracheques e encaminhar um kit-salário para os jornais e outros meios de comunicação do estado.

Conversei com Beatriz Silva Cerqueira, a Bia, do Sindicato Único dos Trabalhadores de Educação em Minas Gerais, o SINDUTE. E, pelo que ela contou, existe um tremendo esqueleto no armário do atual senador e provável candidato ao Planalto, Aécio Neves, esqueleto agora administrado por Anastasia: o choque de gestão.

Mas, antes do esqueleto, a greve: a paralisação atinge, por decisão da Justiça, apenas 50% dos 380 mil trabalhadores em educação de Minas, em todas as regiões do estado.  Ela foi deflagrada, como a greve de Santa Catarina (onde os professores acreditam ter obtido uma importante vitória política), para garantir a implementação do Piso Salarial do Magistério, que é federal e foi considerado constitucional pelo Supremo Tribunal Federal em abril deste ano (valor atual de R$ 1.187,00).

Hoje, em Minas, o professor que tem ensino médio ganha R$ 369,00 mensais de salário inicial; o professor com licenciatura plena, R$ 550,00.
Segundo Bia Cerqueira, este ano o governo Anastasia, a partir de uma lei estadual, decidiu aglutinar todas as parcelas que compõem o contracheque dos servidores em um subsídio, que os professores rejeitam considerar como piso salarial, mas sim o total da remuneração.

A adoção do subsídio, segundo Bia, provoca — entre outras coisas — o nivelamento da categoria entre os professores que tem 20 anos de carreira e os que estão começando agora. Uma situação parecida aconteceu em Santa Catarina.

A greve é por um piso salarial de R$ 1.597,00 para os professores de nível médio com jornada de 24 horas.

Bia Cerqueira diz que a política salarial de Minas Gerais em relação aos professores é de “controle” da remuneração, o que seria um dos princípios do “choque de gestão”, que começou a ser implantado pelo ex-governador Aécio Neves. “Você pode demorar 8 anos para começar a receber por uma pós-graduação que tenha feito, você pode demorar de 20 a 25 anos para receber por um mestrado”, ela exemplifica.

“O governo controla a remuneração [dos servidores] para que possa investir em outras áreas que dão retorno melhor para ele”, disse ela, provavelmente se referindo a retorno eleitoral.

Bia inicialmente não entendeu a minha piada: o choque de gestão, disse eu, teria sido de 220 volts, bem na veia do professorado!

Aliás, ela acredita que o tal choque fracassou redondamente. Três exemplos:

* Faltam 1,5 milhão de vagas no ensino básico em Minas Gerais;
* A média de escolaridade do mineiro é de 7,2 anos;
* No vale do Jequitinhonha, a média de escolaridade é de apenas 6,2 anos.

Além disso, o programa que é orgulho do atual governador, Antonio Anastasia, o Professor da Família, para dar apoio a alunos do ensino médio, é bastante precário.

* Por enquanto, atinge 9 dos 853 municípios de Minas Gerais, ou apenas 22 das 4 mil (eu disse quatro mil) escolas;
* Os professores contratados para implementar o programa, que visa dar aulas de reforço para alunos do ensino médio, têm formação de ensino médio, o que contraria a Lei de Diretrizes Básicas da Educação Nacional, que exige licenciatura plena.

“Os projetos não correspondem à realidade do estado de Minas Gerais”, diz ela.
Duas grandes dificuldades enfrentadas neste momento pelos grevistas: boicote ativo ou desprezo da mídia local e a postura do Poder Judiciário de Minas Gerais que, segundo a Bia, nunca decide em favor dos educadores.
Para ouvir a entrevista, clique abaixo:





Para acompanhar notícias da greve, vá ao site do SINDUTE.

Ou ao blog da Bia Cerqueira, aqui.

Acompanhe também no Blog do Euler, que tem vários vídeos (sugestão do comentarista Antonio).


PS do Viomundo: Diante da denúncia dos professores em greve de que são muitas vezes desconhecidos pela mídia mineira, pedimos a nossos leitores que nos ajudem a disseminar este post e outras informações sobre a greve no twitter e nas mídias sociais. Agradecemos.

Fonte: Vi o Mundo

A LUTA PELO PISO SALARIAL CONTINUA

O MOMENTO É DE CONTINUIDADE DA GREVE
A demora do Governo de Estado em estabelecer um processo de negociação que modifique o vencimento básico é uma estratégia que explicita a forma de gestão que enfrentamos.
Lidar com movimento organizado seja ele social ou sindical é muito trabalhoso e não é possível estabelecer um controle dele. Por isso enfraquecê-lo, desacreditá-lo como interlocutor da categoria é importante para que não seja um ator no cenário, para que não pressione e portanto não interfira na forma de gestão.
Por isso, para o governo é preciso punir a categoria de modo a mostrar que a organização é uma afronta intolerável. Nesta situação se enquandram o corte de pagamento, a suspensão de ferias-prêmio e o adiamento da posse das novas direções de escola que vivemos neste momento.
Em 2012, haverá eleições, portanto restrições no que diz respeito à política salarial. Por isso a luta precisa conquistar o Piso Salarial este ano.
Não há motivos para o retorno às aulas neste momento. Precisamos conquistar o Piso Salarial.
Por isso a greve continua por tempo indeterminado.
O recuo neste momento não garante o salário, nem as férias-prêmio. É preciso fortalecer ainda mais o nosso movimento e intensificar o retorno à remuneração de vencimento básico. É ela que possibilitará o pagamento do Piso Salarial.
 
ATO EM DEFESA DO PISO
A escadaria da Igreja São José foi o palco da nossa 1a. manifestação no segundo semestre.
O Ato reunião movimento sindical, social e político em defesa da nossa greve e da nossa luta pelo Piso Salarial.
Foi uma ação muito importante porque demonstrou que nã estamos isolados e pudemos aglutir vários movimentos em torno de questão tão sagrada como é a educação. Entre tantas entidades e autoridades presentes, cito algumas:
- Internacional da Educação (IE)
- Bloco Minas sem Censura (Rogério Correia e Elismar Prado)
- Deputado Federal Padre João
- Presidente Nacional do PSTU, Zé Maria
- o MST
- o Sindeletro
- CUT Nacional (Vagner Freitas)
- CUT MG
- CTB
- SindRede
- Associação Metropolitana dos Estudantes Secundaristas
- Marcha Mundial das Mulheres
- CNTE (Marta Vaneli, Secretária Geral)
- Sindicato dos Metroviários
e várias outras entidades.
Os estudantes de São José da Lapa estiveram presentes em nossa assembleia manifestando apoio à categoria.
 
CIDADES ATINGIDAS PELA GREVE
A nossa lista aumentou!!!

Abadias dos Dourados, Águas Formosas, Águas Vermelhas, Aimorés, Além Paraíba, Alfenas, Almenara, Andradas, Antunes (distrito de Igaratinga), Araçuaí, Ato Rio Doce, Baguari, Bandeira, Barbacena, Belo Horizonte, Belo Serro,Betim, Bocaiúva, Bonito de Minas, Brasilândia, Buenópolis, Buritizeiro, Cachoeira da Prata, Caeté, Caiana, Cajuru, Camanducaia, Cambuí, Campestre, Campo Belo, Campo do Meio, Campo Florido, Campos Gerais, Canápolis, Capelinha, Capinópolis, Caputira , Carangola, Caratinga, Carlos Chagas, Cataguases, Catajas, Catas Altas, Coimbra, Conceição do Ipanema, Conceição do Rio Verde, Confins, Contagem, Coração de Jesus, Corinto, Coronel Fabriciano, Coronel Murta, Curvelo, Diamantina, Divino, Divinópolis, Divisópolis, Dom Bosco, Dom Cavate, Durandé, Entre Folhas, Esmeraldas, Espinosa, Felício dos Santos, Felisburgo, Fernandes Tourinho, Florestal, Fronteira, Fronteira dos Vales, Frutal, Governador Valadares, Granada (distrito de Abre Campo), Guanhães, Guaraciama, Guarani, Guaxupé, Gurinhatã, Iapu, Ibirité, Igarapé, Ilicínia, Inhapim, Inhauma, Inimutaba, Ipaba, Ipanema, Ipatinga, Iraú, Itabira, Itabirito, Itaguaraçu, Itajubá, Itambacuri, Itanhomi, Itaobim, Itaúna, Ituiutaba, Jaboticatubas, Jacinto, Jaíba, Jampruca, Janaúba, Januária, Jequeri, Jequitibá, João Monlevade, Joponvar, José Raydan, Juiz de Fora, Lagoa Santa, Lajinha, Lavras, Leopoldina, Luislândia, Machado, Manga, Manhuaçu, Manhumirim, Maria da Fé, Mariana, Mário Campos, Martins Soares, Mata Verde, Matias Cardoso, Mato Verde, Medina, Mirabela, Montalvânia, Monte Carmelo, Monte Verde, Montes Claros, Muriaé, Mutum, Nacip Raydan, Nanuque, Naque, Natalândia, Nepomuceno, Nova Era, Nova Lima, Nova Serrana, Nova União, Novo Cruzeiro, Novo Oriente, Ouro Branco, Ouro Preto, Padre Carvalho, Pará de Minas, Passos, Patrocínio, Pavão, Pedralva, Pedro Leopoldo, Pequi, Perdões, Piedade de Caratinga, Piracicaba, Piranguçu, Piranguinho, Pirapora, Planura, Poços de Caldas, Pompéu, Ponte Nova, Porteirinha, Pouso Alegre, Raposos, Reduto, Resplendor, Ressaquinha, Riachinho, Ribeirão das Neves, Rio Acima, Rio Casca, Rio Espera, Rio Manso, Rio Piracicaba, Rio Pomba, Rubim, Salinas, Salto da Divisa, Santa Bárbara, Santa Helena de Minas, Santa Maria, Santa Maria do Salto, Santa Maria do Suaçui, Santana do Pirapama, Santana do Riacho, Santo Antônio do Jacinto, Santos Dumond, São Cândido, São Gonçalo, São Gonçalo do Rio Preto, São João da Chapada, São João Del Rei, São João do Oriente, São João do Paraíso, São José da Lapa, São José da Varginha, São Miguel do Anta, São Pedro do Suaçui, São Tomé, Sarzedo, Sem Peixe, Senador Mourão, Senhora dos Remédios, Serra do Cipó, Serra dos Aimorés, Serranópolis de Minas, Serro, Sete Lagoas, Simonésia, Sobrália, Tarumirim, Teófilo Otoni, Timóteo, Tocantins, Três Marias, Três Pontas, Turmalina, Ubá, , Ubaporanga, Uberaba, Uberlândia, Umburatiba, Unaí, Urucânia, Vai-Volta, Vargem Alegre, Varginha, Várzea da Palma, Varzelândia, Verdelândia, Vespasiano, Viçosa, Virgem da Lapa, Virgolândia, Volta Grande.
 

Diretoras de sindicato de professores em Ipatinga fazem greve de fome

Duas diretoras estão desde terça-feira acampadas na prefeitura.
Elas estão bebendo apenas água em protesto por aumento salarial.

Do G1 MG

As duas diretoras em uma sala na prefeitura  (Foto: Feliciana Saldanha/Arquivo pessoal) 
As duas diretoras em uma sala na prefeitura
(Foto: Feliciana Saldanha/Arquivo pessoal)

Duas diretoras da subsede de Ipatinga do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) estão fazendo greve de fome desde terça-feira (2). Elas estão acampadas em uma sala perto do gabinete do prefeito se alimentando apenas de água. Os servidores municipais de educação de Ipatinga estão em greve desde o dia 8 de junho. Na mesma data, os servidores do ensino estadual iniciaram paralisação.
De acordo com uma das diretoras, Feliciana Saldanha, a greve de fome começou após a última reunião feita com representantes da prefeitura. “Nós tivemos uma rodada de negociações nesta terça. Fizemos uma contraproposta. O governo fechou as negociações dizendo que iria mandar as respostas por escrito. Vamos parar a greve de fome quando voltarem as negociações”, disse.

A diretora informou que entre as reivindicações da categoria está a integralização do piso salarial. “Temos uma lei municipal que foi aprovada em dezembro de 2010, que visa a implementação gradual do piso. Ela não está sendo cumprida”, falou.
A prefeitura de Ipatinga informou em nota que está analisando a contraproposta apresentada pelo Sind-UTE. Ainda segundo a nota, na segunda-feira (1º), foi feita uma proposta aos servidores de aumento de 6,47% a partir do mês de agosto e de 3,53% retroativo a julho de 2011. O reajuste seria pago a partir de 2012. O objetivo da prefeitura é que as aulas retornem imediatamente. A nota informa ainda que, atualmente, o professor recebe R$ 1.136 para 20 horas semanais.

Fonte:  G1

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Professores da rede estadual de MG decidem manter greve

Alunos participaram da reunião para discutir reajuste proposto pelo governo.
Trabalhadores estão parados desde o dia 8 de junho deste ano.

Do G1 MG

Professores da rede estadual de ensino decidem manter greve em reunião na ALMG  (Foto: Reprodução TV Globo)Professores da rede estadual de ensino decidem
manter greve em reunião na ALMG
(Foto: Reprodução TV Globo)
Professores da rede estadual de educação decidiram, na tarde desta quarta-feira (3), manter a greve da categoria, que começou no dia 8 de junho deste ano. Cerca de 800 servidores se reuniram em assembleia geral para discutir a proposta de reajuste salarial realizada pelo governo do estado. Eles reivindicam um piso salarial de R$ 1.597 para 24 horas semanais, previsto pela lei. Estudantes também participaram da reunião com faixas e cartazes e pediram uma solução para o problema.
De acordo com o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), o governo propôs um novo modelo de remuneração em que o vencimento básico e ganhos como gratificações são unificados. O modelo chamado de subsidio não agradou parte dos servidores da categoria e eles vão realizar uma nova reunião para discutir a situação no dia 9 de agosto.
Alunos da rede estadual de ensino protestam durante reunião de professores em greve na ALMG (Foto: Reprodução TV Globo)Alunos da rede estadual de ensino protestam
durante reunião de professores em greve na ALMG
(Foto: Reprodução TV Globo)
Segundo a assessoria do Sind-UTE/MG, o objetivo da reunião é conscientizar os servidores da categoria a optarem pelo vencimento básico, que corresponde ao piso salarial. O presidente do sindicato, Paulo Henrique Fonseca, informou no dia 12 de julho, após receber a proposta de reajuste salarial do governo, que o “subsidio é remuneração total, ele não é vencimento básico, não é piso”. A nova remuneração proposta do governo é de no mínimo R$ 1.320 para 24 horas semanais.

A Secretaria de Estado de Educação reiterou, na tarde desta quarta-feira (3), que cumpre o piso salarial nacional definido pelo Ministério da Educação (MEC). De acordo com a secretaria, desde o início de 2011, o governo e a categoria se reúnem para discutir a situação. Um novo modelo de remuneração baseado em subsídio foi adotado em junho de 2010 e entrou em vigor a partir de janeiro deste ano.
Segundo a secretaria, o governo vai acompanhar as negociações feitas pela categoria para definir as novas medidas para a solução do problema e auxílio aos estudantes. Muitos alunos reclamam que a paralisação prejudica o ano letivo e etapas importantes da formação, como o vestibular.

Manifestação
Após decisão da categoria, os servidores saíram pelas ruas de Belo Horizonte em passeata, na tarde desta quarta-feira (3), para reivindicar o cumprimento do piso salarial. De acordo com o Sind-UTE/MG, os professores vão realizar um ato público nas escadarias da Igreja São José, na Avenida Afonso Pena, no Centro da capital mineira.

Fonte: G1

Manifestação de professores fecha avenida em Belo Horizonte

Movimento começou a dispersar às 18h30, segundo a Polícia Militar.
Os trabalhadores decidiram manter greve que já dura quase dois meses.

Do G1 MG

A manifestação de professores da rede estadual paralisa o trânsito no início da noite desta quarta-feira (3), no centro de Belo Horizonte. Os trabalhadores estão concentrados na Avenida Afonso Pena, em frente à Igreja São José, e fecham os sentidos da avenida, que é uma das vias mais importantes do centro da capital mineira. Segundo o Batalhão de Trânsito da Polícia Militar, cerca de 1,2 mil pessoas chegaram a se reunir no local, mas, às 18h30, eram cerca de 500 pessoas.
Com o protesto, de acordo com a Empresa de Transporte e Trânsito de Belo Horizonte (BHtrans), o trânsito está fechado na avenida e a interrupção afeta o tráfego em várias regiões da cidade. Para quem vai do Mangabeiras para o centro, o desvio deve ser feito pela Rua Guajajaras. Já os que vão da Praça da Rodoviária para o centro devem pegar a Rua Curitiba para sair da manifestação.
A BHtrans diz que o trânsito está complicado nas ruas do centro da cidade, no Complexo da Lagoinha, Avenida Antônio Carlos, Avenida Cristiano Machado, Avenida Brasil, Avenida Amazonas, e a região da Savassi.
Professores da rede estadual de ensino decidem manter greve em reunião na ALMG  (Foto: Reprodução TV Globo)Professores da rede estadual de ensino decidem
manter greve em reunião na ALMG
(Foto: Reprodução TV Globo)
Assembleia
Professores da rede estadual de educação decidiram, na tarde desta quarta-feira (3), manter a greve da categoria, que começou no dia 8 de junho deste ano. Cerca de 800 servidores se reuniram em assembleia geral para discutir a proposta de reajuste salarial realizada pelo governo do estado. Eles reivindicam um piso salarial de R$ 1.597 para 24 horas semanais, previsto pela lei. Estudantes também participaram da reunião com faixas e cartazes e pediram uma solução para o problema.
De acordo com o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), o governo propôs um novo modelo de remuneração em que o vencimento básico e ganhos como gratificações são unificados. O modelo chamado de subsidio não agradou parte dos servidores da categoria e eles vão realizar uma nova reunião para discutir a situação no dia 9 de agosto.
Alunos da rede estadual de ensino protestam durante reunião de professores em greve na ALMG (Foto: Reprodução TV Globo)Alunos da rede estadual de ensino protestam
durante reunião de professores em greve na ALMG
(Foto: Reprodução TV Globo)
Segundo a assessoria do Sind-UTE/MG, o objetivo da reunião é conscientizar os servidores da categoria a optarem pelo vencimento básico, que corresponde ao piso salarial. O presidente do sindicato, Paulo Henrique Fonseca, informou no dia 12 de julho, após receber a proposta de reajuste salarial do governo, que o “subsidio é remuneração total, ele não é vencimento básico, não é piso”. A nova remuneração proposta do governo é de no mínimo R$ 1.320 para 24 horas semanais.

A Secretaria de Estado de Educação reiterou, na tarde desta quarta-feira (3), que cumpre o piso salarial nacional definido pelo Ministério da Educação (MEC). De acordo com a secretaria, desde o início de 2011, o governo e a categoria se reúnem para discutir a situação. Um novo modelo de remuneração baseado em subsídio foi adotado em junho de 2010 e entrou em vigor a partir de janeiro deste ano.
Segundo a secretaria, o governo vai acompanhar as negociações feitas pela categoria para definir as novas medidas para a solução do problema e auxílio aos estudantes. Muitos alunos reclamam que a paralisação prejudica o ano letivo e etapas importantes da formação, como o vestibular.


Fonte: G1

A greve da Educação continua por tempo indeterminado

A greve da Educação continua por tempo indeterminadoDecisão foi tirada em assembleia estadual na tarde de hoje
Cerca de 6 mil trabalhadores decidiram hoje (03/08), em Assembleia estadual, no Pátio da ALMG, em Belo Horizonte, que a greve da educação continua por tempo indeterminado. A decisão é uma resposta da categoria ao governo de Minas, que insiste em não abrir negociações.
O Sindicato orienta a categoria a fazer a opção pela remuneração na forma de vencimento básico e o prazo dado pelo governo para essa decisão vai até o dia 10 de agosto.
“O Governo de Minas Gerais continua intolerante e irredutível na negociação com os trabalhadores em educação, em greve desde o dia 8 de junho. A categoria exige implantação do Piso Salarial Profissional Nacional, PSPN. Trata-se da Lei Federal 11.738/2008 e por isso a greve continua”, afirma a coordenadora geral do SInd-UTE/MG, Beatriz Cerqueira.
Após a Assembleia Estadual, os trabalhadores em educação seguiram em passeata até o centro de Belo Horizonte, para um Ato Público em Defesa do Piso Salarial, nas escadarias da Igreja São José, com a presença de várias entidades, entre elas: Ordem dos Advogados do Brasil/MG (OAB); Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais; Regional Leste II da CNBB; Ordem dos Frades Carmelitas; Conferência dos Religiosos do Brasil; Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST); Central Única dos Trabalhadores (CUT); Sindicato dos Eletricitários; Sindicato dos Auditores Fiscais (Sindfisco/MG); Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE); Internacional da Educação (IE); Associação Metropolitana de Estudantes Secundaristas (AMES).

Calendário de Mobilização
09/08 – Assembleia Estadual no Pátio da ALMG
11/08 – participação de audiência em Janaúba, duante o Fórum Técnico de Segurança Pública.
12/08 – Atividade docente em Araxá.
16/08 – Paralisação Nacional – Jornada Nacional pelo Piso, Carreira e PNE (em Brasília)

ReivindicaçõesOs trabalhadores em Educação reivindicam o imediato cumprimento do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN), que regulamenta o Piso Salarial, que hoje é de R$ 1.597,87, para uma jornada de 24 horas e ensino médio completo. Minas Gerais paga, hoje, o Piso de R$ 369,00 que, de acordo com pesquisa da Confederação Nacional dos Trabalhadores (CNTE), é considerado o pior Piso Salarial dos 27 estados brasileiros.
A direção do Sind-UTE/MG denuncia que o Estado não investe significativamente em um serviço essencial para o desenvolvimento social e rebate as acusações e inverdades amplamente divulgas em toda a mídia.

Em respeito à verdade: o nosso contracheque
O Sindicato afirma que o Governo de Minas não paga o Piso Salarial, apesar de articular uma estratégia para confundir a sociedade, desmoralizar a categoria e, com isso, não realiza a negociação do cumprimento da Lei Federal que institui o Piso Nacional.
"A melhor prova de que o governo não paga o Piso Salarial é o
contracheque de cada trabalhador”, afirma a coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Beatriz Cerqueira. 
Confira, abaixo, um exemplo de vencimento básico:
Crédito das Fotos: Felipe Batista


Fonte:  Sindute MG

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

CADÊ MEU PISO, GOVERNADOR?

Por Professor Euler Conrado


O governo de Minas anunciou durante todo o final de semana que paga até mais que o piso salarial para os professores de Minas. Disse que o menor salário é de R$ 1.122,00 para o profissional com ensino médio. Pois estou exibindo hoje o meu contracheque, referente ao mês de julho de 2011, que prova que o governo mentiu para a população de Minas.

Como professor com ensino superior,PEB 3 B, pelo piso proporcional do MEC, que é aquele que o governo cita como referência, eu deveria receber, de salário inicial, R$ 1.091,84 + 20% de pó de giz + R$ 34,00 de auxílio transporte, totalizando R$ 1.344,20. E se aplicasse o terço de tempo extraclasse como manda a Lei Federal 11.738/2008, este valor subiria para R$ 1.512,23.

Mas, no lugar desses valores que são exigência constitucional, o governo de Minas me paga um piso de R$ 567,04 e com as gratificações citadas apresenta o total (sem o desconto de greve) de R$ 969,50. Com os descontos da greve, meu salário líquido será deR$ 477,17.

A mesma situação se verifica com mais de 85 mil educadores (por enquanto) que optaram pelo antigo sistema remuneratório, que o governo escondeu da população, para não ter que reconhecer que não paga o piso, ou melhor, que paga o pior vencimento básico do país: R$ 369,00 para o professor com ensino médio.

De uma só vez, o governo cometeu três ilegalidades: 1) reduziu o salário dos educadores para o salário de dezembro de 2010, após sete meses de vigência do novo salário com reajuste; b) não aplicou o piso salarial no vencimento básico no antigo sistema, o que representa um desrespeito grosseiro à Lei Federal, ainda mais considerando que o governo está fazendo propaganda afirmando para todos que já paga até mais do que o piso para todos os educadores; 3) cortou os dias de greve, quando a nossa greve é legal, é legítima e visa forçar o governo a cumprir a lei.

Com esses atos, fica claro para a população mineira e brasileira que estamos lidando com um governo sem compromisso com o social, com a democracia, com o respeito à liberdade de expressão - já que a nossa imprensa é quase toda comprada e não realiza um trabalho de jornalismo que mereça este nome. Além disso, o governo de Minas é o único responsável pela greve e pelos prejuízos que os alunos terão com a ausência das aulas. O ano letivo, obviamente está ameaçado por conta do governo, que não cumpre a lei e não paga o piso dos educadores.

Num grosseiro desrespeito à lei do piso, que é conquista nacional dos educadores, o governo de Minas tenta forçar um outro sistema remuneratório, o subsídio, que destrói o nosso plano de carreira, é salário total, não tem vencimento básico, incorpora gratificações e com isso fica descolado da Lei do Piso.

Não sei se algum órgão de imprensa terá a coragem de divulgar que em Minas, professores com 5, 10 ou 15 anos de casa, com curso superior, recebem de piso salarial o equivalente a um salário mínimo, quando, pela lei federal, deveriam estar recebendo no mínimo o dobro ou o triplo.

É uma vergonha para Minas Gerais ficar conhecido como o estado onde os educadores recebem o mais baixo piso salarial do país. Enquanto canta aos quatro ventos que bate recordes em arrecadação, a ponto de poder construir cidades administrativas, viadutos e estádios de futebol.

Até quando Minas e o Brasil aceitarão esta realidade de descaso para com os educadores e com a Educação Pública? Justamente o ensino público, que pode proporcionar aos filhos dos trabalhadores de baixa renda uma formação crítica, que contrarie a cultura marcada pelo egoísmo, pela violência, e pela canalhice que os de cima oferecem como exemplo?

Em nome da nossa dignidade e dos nossos direitos constituídos em lei, continuaremos em greve. Até a nossa vitória final!

Fonte: Sindute JF

terça-feira, 19 de julho de 2011

Com a palavra, Joana d'Arc, Catadora de Recicláveis

De fato a Sra Joana D'arc argumenta a cerca dos professores em greve na cidade de Ipatinga/MG, mas tenho certeza que suas palavras servem - não apenas para os servidores daquela prefeitura -, mas sim para todo profissional da educação deste país e, em especial, nós servidores de MG, a única categoria ainda não atendida pelo atual governo, gestão Anastasia.

Recomendo intensamente que assistam esse vídeo, é no mínimo emocionante.

Nota de esclarecimento sobre a greve dos Professores de Minas Gerais

Considerando a reunião realizada no dia 14/07/11, entre o Governo de Estado,     o  Sind-UTE/MG  e  o  Poder  Legislativo,  reafirmamos  a necessidade do Governo de Minas Gerais apresentar uma proposta de tabelas salariais em cumprimento a Lei Federal 11.738/08. Salientamos que esta reivindicação havia sido apresentada ao Governo no dia 25/02/11 e que a Lei em questão já foi declarada constitucional pelo Supremo Tribunal Federal (ver ata em anexo), restando a Estados e municípios realizarem as adequações necessárias em suas tabelas salariais e Planos de Carreira. É importante lembrar que o Termo de Acordo, assinado entre o Governo de Estado de Minas Gerais e o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais, no dia 25/05/2010, previa em sua Cláusula Segunda a formação de uma Comissão para o Cumprimento da Reivindicação Salarial, com o seguinte texto:
“2.1. O objetivo desta comissão é a realização de estudo para viabilizar a modificação dos vencimentos básicos (grifo nosso) e alteração do padrão remuneratório da carreira da educação de todos os servidores públicos da educação de Minas Gerais de modo a buscar o Piso Salarial Profissional Nacional (grifo nosso).” 
Não ocorreu até a presente data a alteração nos vencimentos básicos dos profissionais da educação tendo o Piso Salarial Profissional Nacional como referência.
Conforme deliberação da Assembleia Estadual realizada no dia 13/07/11, a categoria permanece em greve por tempo indeterminado com nova assembleia no dia 03/08/11. Reafirmamos a nossa disponibilidade de participar de reunião com o Governo do Estado para avançarmos nas negociações da pauta de reivindicações de 2011, o que inclui o Piso Salarial Profissional Nacional. Esta posição foi encaminhada ao Governo do Estado, através das Secretárias de Estado de Planejamento e Gestão, Renata Villena e de Educação, Ana Lúcia Gazzola.

Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais

Trabalhadores/as em educação continuam em greve por tempo indeterminado em Minas Gerais

Trabalhadores/as em educação continuam em greve por tempo indeterminado em Minas Gerais

O Comando Geral de Greve dos trabalhadores em Educação de Minas Gerais, convocado pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), se reuniu nesta segunda-feira, 18/7, no auditório do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Minas Gerais (CREA), os/as trabalhadores/as em educação reafirmaram o calendário de mobilizações. A manutenção da greve por tempo indeterminado foi votado por unanimidade em assembleia estadual no último dia 13 de julho.
A decisão é uma resposta ao Governo do Estado que afirmou, em reunião com a categoria na última quinta-feira (14/7), na Assembleia Legislativa, que vai investir no subsídio como forma de remuneração, se recusando a discutir a implantação do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN) e que só aceitaria negociar política salarial e outros pontos da pauta de reivindicações caso a categoria encerrasse a greve. Na ocasião, o Governo ameaçou inclusive promover cortes salariais, caso o movimento fosse mantido.
Fora da lei. Ao defender o subsídio como forma de remuneração, o Governo descumpre a lei federal 11.738/08, que regulamenta o Piso Salarial, que hoje é de R$ 1597,87, para uma jornada de 24 horas e ensino médio completo. Minas Gerais paga atualmente o Piso de R$ 369,00, que, de acordo com pesquisa da Confederação Nacional dos Trabalhadores (CNTE), é considerado o pior Piso Salarial dos 27 estados brasileiros.   
A coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Beatriz Cerqueira, lamentou o não avanço nas negociações salariais. “Infelizmente o Governo não nos apresentou nenhuma proposta com relação ao Piso Salarial, que é regulamentado por uma lei federal, por isso não nos resta outra alternativa, a não ser nos mobilizarmos pelo seu cumprimento em Minas Gerais”, destacou.
Nova assembleia. O Sind-UTE/MG convoca os/as trabalhadores/as a participarem da próxima Assembléia Estadual, dia 03/08, a partir das 14h, no pátio da Assembleia Legislativa. 
Calendário de Atividades
14/07: Acompanhar as reuniões da Assembleia Legislativa, a partir de 9 horas
          Participar da Audiência Pública sobre o IPSEMG, 10 horas, na  Assembleia Legislativa
15/07: Acompanhar as reuniões da Assembleia Legislativa, a partir de 9 horas
          Em Montes Claros: caça ao governador fora da lei
16/07: Caça ao Governador fora da lei na cidade de Mariana
13 a 31/07: Reunião dos Comandos regionais de greve
                 Panfletagem em aeroportos, rodoviárias e igrejas
19/07: Audiência do Sind-UTE MG com o Ministério da Educação

17 a 23/07: Participar do Encontro Nacional de Estudantes de filosofia  em Belo Horizonte

22/07: Participar do Ato em Defesa da educação promovido pelos  estudantes de sociologia e filosofia

23/07: Participar do Ato dos Movimentos Sociais de Minas Gerais

Fonte: Sindute MG

Profissionais em Educação do Rio, MG e RN continuam em greve; paralisação é suspensa em SC

Assembleia decide manter acampamento na Seeduc- Em assembleia realizada na útima sexta-feira (15), com a participação de mais de 1.500 pessoas, os profissionais em Educação do Rio de Janeiro, decidiram pela continuidade da greve e por manter o acampamento em frente à Seeduc (Secretaria Estadual de Educação do Rio). O acampamento teve início na ultima terça-feira (12) e a expectativa é de que continue até o final de julho.

Uma nova assembleia será realizada no dia 3 de agosto. Até lá, os educadores continuam mobilizados.

MG sem atendimento de reivindicação – Nesta segunda-feira (18) o comando de greve dos profissionais da Educação se reuniu com o governo, porém não houve avanços nas negociações. As mobilizações seguirão firmes e, mesmo com o recesso, os profissionais prometem realizar uma verdadeira caça ao governador Anastasia, e farão manifestações nos locais onde ele estiver, para que suas reivinidicações sejam atendidas.

Na ultima terça-feira (12), mais de mil pessoas, entre profissionais da Educação, trabalhadores da saúde e estudantes secundaristas de Grande Belo Horizonte realizaram mobilizações na Cidade Administrativa, na capital. Alguns educadores que faziam uma manifestação na rodovia MG 10 foram fortemente reprimidos pela polícia, que utilizou gás de pimenta contra os manifestantes. Este fato não abalou os ânimos dos educadores, que continuam firmes em sua luta.

Ameaça de demissão não abala greve em RN – Os educadores do Rio Grande do Norte estão enfrentando duros ataques do governo. O Ministério Público, após decisão judicial, recomendou o governo do Estado a abrir processo administrativo para demissão dos grevistas.

Mesmo após esse golpe, os trabalhadores da rede pública estadual de ensino, numa decisão corajosa, em assembleia realizada na ultima quinta-feira (14), decidiram continuar a greve, mesmo sob as ameaças dos poderes executivo e judiciário.

A disposição dos educadores de RN em lutar por melhores condições de trabalho e salário permanece inabalável.

Greve é suspensa em SC, mas luta continua – A paralisação em Santa Catarina foi suspensa, mas o estado de greve continua. A decisão foi tomada em assembleia realizada nesta segunda-feira (18).

Os profissionais de Educação continuarão mobilizados pela elaboração de um projeto que contemple o piso de carreira com a manutenção de todos os direitos dos profissionais do magistério, e continuam lutando contra o PLC (Projeto de Lei Completar) 026/2011 que desfigura o nível e referência da tabela salarial, aprovado na última quinta-feira (13) na Assembleia Legislativa de Santa Catarina.

Solidariedade - A CSP-Conlutas se solidariza com as greves em curso pelo país e continua apoiando a todos (as) os (as) profissionais de Educação em luta. 


Fonte: PSTU

domingo, 17 de julho de 2011

Anastasia ironiza protesto de professores na cerimônia do Dia de Minas




Publicação: 16/07/2011 13:20 Atualização: 16/07/2011 14:15

Professores protestaram durante envento em Mariana (Beto Magalhães/EM DA Press)
Professores protestaram durante envento em Mariana
O governador Antônio Anastasia (PSDB) ironizou o protesto de cerca de 50 professores estaduais durante a cerimônia da entrega da Medalha do Dia de Minas, neste sábado, em Mariana, Região Central do estado.

Os servidores vaiaram o governador na solenidade e usaram capuzes roxos em referência, segundo eles, à luta dos inconfidentes mineiros contra a dependência do Brasil à Cora Portuguesa. Perguntado sobre o traje dos profissionais da educação, Anastasia ironizou. "Achei que foi uma homenagem ao Harry potter. O governo desde o início demonstrou o que pode fazer. Estamos fazendo de acordo com aquilo que é possível", disse à imprensa.Os professores estão em greve desde 8 de junho e, em assembleia na última quinta-feira, decidiram manter a paralisação.

Apesar do protesto, o governador discursou, falou sobre a história de Minas e prestou homenagem ao ex-presidente da República Itamar Franco. O político morreu em 2 de julho vítima de um acidente vascular cerebral (AVC).

Cinquenta pessoas receberam condecoração do governo de Minas, como o ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD) e o cirurgião plástico Ivo Pitanguy.

Impasse

Os professores reivindicam o pagamento do Salarial Profissional Nacional (PSPN) de R$ 1597,87 para 24 horas semanais em nível médio escolaridade. Por outro lado, o governo considera que paga mais do que o piso salarial previsto por lei federal.

De acordo com a secretária de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena, o piso para professor com licenciatura plena é de R$ 1.187 para 40 horas por semana, correspondendo R$ 712 para a jornada do estado, que é de 24 horas semanais. “O estado paga R$ 1.320 para professores com licenciatura plena e R$ 1.122 para os que não têm, sendo 55% a mais do que o previsto”, afirmou a secretaria nessa sexta-feira, durante o anúncio do reajuste para o funcionalismo.

Renata Vilhena afirmou ainda que o ponto dos grevistas pode ser cortado, conforme autorizado Justiça, caso eles não voltem a trabalhar até dia 20.
 

sábado, 16 de julho de 2011

Governo de MG anuncia aumento de 10% para servidores

Correção vale para funcionários que ainda não receberam aumento em 2011.
Reajuste não vale para servidores da educação e segurança.

Do G1 MG

A secretária de Estado de Planejamento e Gestão de Minas Gerais, Renata Vilhena, anunciou nesta sexta-feira (15) um aumento de 10% aos servidores efetivos que ainda não receberam aumento em 2011. O reajuste não vale para as categorias da educação e segurança, que possuem uma política de remuneração negociada a parte com o governo.
De acordo com Renata Vilhena, a correção será dividida em duas etapas, 5% em outubro e 5% em abril de 2012. Com o anunciou feito pelo governo, os servidores da saúde, que estavam em greve desde o dia 28 de junho, encerraram a paralisação.
O Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde/MG) informou que a proposta está longe da expectativa da categoria que reivindicava 20,7%, mas que agora espera que outros pontos sejam acertados com o governo.

Fonte:  G1

Professores fora do reajuste de 10%

Categoria em greve há quase 40 dias não será contemplada com o aumento anunciado pelo estado na quinta-feira. Beneficiados, servidores da saúde decidem voltar ao trabalho

Amanda Almeida
Leonardo Augusto -
Publicação: 16/07/2011 06:00 Atualização: 16/07/2011 09:30

Em greve há 38 dias, os professores estaduais não receberão o aumento de 10%, anunciado pelo governo de Minas na quinta-feira, para o funcionalismo público. Além da categoria, que representa 67% da folha de pagamento do Executivo, as polícias Militar e Civil não serão contempladas pelo reajuste. Em entrevista coletiva nessa sexta-feira, a secretária de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena, disse que os servidores da educação e da defesa já tiveram aumento este ano. As outras áreas, que serão beneficiadas com o reajuste, são responsáveis por 14% dos 532 mil pagamentos do estado. A secretária afirmou ainda que o ponto dos professores pode ser cortado, conforme autorizado pelo Tribunal de Justiça de Minas, caso eles não voltem a trabalhar até dia 20.


Funcionários da saúde acataram nessa sexta-feira, em assembleia, proposta do governo do estado (Beto Novaes/EM/D.A Press)
Funcionários da saúde acataram nessa sexta-feira, em assembleia, proposta do governo do estado
Em uma assembleia tensa, realizada nessa sexta-feira, os servidores da saúde decidiram acatar proposta de reajuste salarial do governo e encerraram greve que já durava 13 dias. Os funcionários, que reivindicavam reajuste de 20,7%, consideraram baixa a proposta de aumento de 5% em outubro mais 5% em abril, mas a aceitaram por entender que avançaram na negociação com a secretaria.

O governo vai encaminhar à Assembleia Legislativa projeto de lei que fixa outubro como data-base para o reajuste dos servidores estaduais. O aumento seria baseado no crescimento da receita tributária do estado, sendo concedida metade do percentual ao funcionalismo. Segundo Renata Vilhena, este ano, a receita teve aumento de 10,6%. Pelos cálculos, os servidores ganhariam 5% de reajuste em outubro. O aumento de 10% anunciado é referente a apenas 2011.

De acordo com Renata Vilhena, as polícias Militar e Civil não entram na proposta por ter sido definida anteriormente uma política remuneratória própria. Aprovado em segundo turno pela Assembleia, o Projeto de Lei 2.109/2011 concede reajuste escalonado aos policiais: 10% em outubro de 2011; 12%, em outubro de 2012; 10%, em outubro de 2013; 15%, em junho de 2014; 12%, em dezembro de 2014; e 15%, em abril de 2015.

Segundo Renata Vilhena, desde a folha de fevereiro, a carreira dos servidores da educação foi revista. “O aumento da educação foi individualizado. Cada servidor tem uma situação. O que posso garantir é que nenhum servidor teve aumento de menos de 5% e mais de 50% tiveram mais de 15% de aumento”, explica a secretária.

O Executivo não tem proposta de reajuste no piso salarial dos professores. Segundo Renata Vilhena, o governo de Minas considera que paga mais do que o piso salarial previsto por lei federal. De acordo com ela, o piso para professor com licenciatura plena é de R$ 1.187 para 40 horas por semana, correspondendo R$ 712 para a jornada do estado, que é de 24 horas semanais. “O estado paga R$ 1.320 para professores com licenciatura plena e R$ 1.122 para os que não têm, sendo 55% a mais do que o previsto.”

Os professores estão em greve desde 8 de junho e, em assembleia na quinta-feira, decidiram manter a paralisação. Apesar de a data fixada pelo governo para o retorno às aulas ser dia 20, a próxima assembleia da categoria é apenas em 3 de agosto. Os servidores da saúde, que passaram agora a estado de greve, marcaram nova reunião para 2 de agosto.

Fonte: Estado de Minas