sábado, 20 de agosto de 2011

Professores designados nas salas de aula

19/08/2011 - 18h34m
A designação de professores para atuarem no 3º ano do ensino médio nas escolas estaduais continua a todo vapor e nas várias regiões do estado já é possível encontrar educadores nas salas de aula. Após 69 dias de férias forçadas, os estudantes finalmente voltam à rotina e já sabem que vão ter que estudar em dobro para recuperar o tempo e os conteúdos, pois em breve começam os vestibulares e está próxima também a data de realização da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Até o momento, apenas os alunos do terceiro ano do ensino médio das escolas estaduais retornaram as aulas. As reposições também já começaram e vão até o fim do ano, com aulas aos sábados e feriados, pois é preciso estudar em bastante.
Mas ainda não há previsão para o retorno dos alunos do primeiro e segundo anos do ensino médio e a greve dos professores da rede estadual continua. Segundo o Sint-UTE (Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais), atualmente, os profissionais com formação em nível médio recebem R$ 369,89 para uma jornada de 24 horas semanais. Com o subsídio, o valor vai para R$ 1.320, mas a categoria reivindica o piso salarial de R$ 1597, além do plano de carreira.
Em todo o estado, 356 novos educadores já foram designados e autorizados a iniciarem as aulas. Mas, segundo as diretoras, não está sendo fácil cumprir a determinação, já que neste mês quase todos os professores já estão trabalhando e não é fácil encontrar pessoal habilitado. Elas informam que à medida que os professores estão voltando aos trabalhos estão sendo designados.
A designação de professores para o 3º ano do ensino médio é uma orientação da Secretária de Estado de Educação, por meio da Resolução nº 1.905, publicada no Minas Gerais no último dia 9 de agosto. O objetivo é o de não prejudicar o desempenho dos estudantes em exames como o Enem e os vestibulares. A Resolução estabelece ainda que podem ser designados: Especialistas em Educação Básica, Assistente Técnico em Educação Básica e Auxiliar de Serviços em Educação Básica para garantir a regularidade do funcionamento desse nível de ensino.
A resolução nº 1.905, também prevê que no caso de retorno do professor titular, o educador designado poderá continuar na escola até o final do ano letivo de 2011 para a realização de atividades como reforço dos alunos nas disciplinas cursadas.

Continuidade das designações
Minas Gerais conta com 2.141 escolas estaduais que oferecem o ensino médio. Para as escolas que ofertam esse nível de ensino e que não conseguiram completar o seu quadro de professores designados para o 3º ano, a SEE mantém a autorização para o preenchimento das vagas. A expectativa da Secretaria é de que até o início da próxima semana, a situação nas escolas atingidas pela paralisação seja regularizada.

Fonte: O Norte de Minas

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Estado admite aula em janeiro

Greve.Com 40 dias letivos comprometidos, alternativa, disse secretária, é prolongar reposição até 2012
 Adesão à greve aumentou com mais 12 escolas afetadas pelo movimento
Publicado no Jornal OTEMPO em 18/08/2011
JOANA SUAREZ
FOTO: LEO FONTES
Empenho. Com experiência apenas no ensino fundamental, Clariza começou ontem a dar aula para o 3° ano na escola Maurício Murgel
A Secretaria de Estado de Educação (SEE) admitiu ontem que a greve dos professores, iniciada no último dia 8 de junho, irá estender o ano letivo pelo menos até o dia 13 de janeiro de 2012. Em encontro com deputados estaduais, a secretária de Estado de Educação, Ana Lúcia Gazzola, afirmou que, devido à perda de 40 dias letivos (até ontem), será inevitável utilizar o mês de janeiro para fazer a reposição das aulas.

Em entrevista a O TEMPO, Ana Lúcia disse que a medida é uma alternativa para que os 336 mil alunos afetados pelo movimento não tenham o ano comprometido. "Não vamos deixar que os estudantes percam o ano letivo", garantiu a secretária.

Balanço divulgado ontem à noite pela SEE indicava que a adesão à paralisação aumentou com mais 12 instituições afetadas pela greve. Dos 3.777 colégios do Estado, 78 estão totalmente parados e 690, parcialmente prejudicados pelo movimento, segundo o órgão.

O governo autorizou que as escolas façam a designação de 2.502 profissionais. Com isso, o Estado espera agilizar o preenchimento das vagas dos grevistas. A assessoria da SEE informou que só terá um balanço das contratações na próxima semana. Levantamento divulgado na última sexta-feira pelo órgão indicava que apenas 356 professores haviam ocupado as vagas disponíveis. A medida visa atender aos alunos do 3º ano do ensino médio, que se preparam para o vestibular e irão fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em outubro.

Ontem, algumas escolas retomaram às aulas com a chegada de profissionais substitutos. Na Maurício Murgel, no bairro Nova Suíça, região Oeste de Belo Horizonte, 11 professores foram designados para atuar nas sete turmas do 3º ano. "Vamos repor as aulas em todos os dias possíveis para amenizar a perda de conteúdo", afirmou a diretora Sônia Marinho.

Uma das contratadas foi a professora de português Clariza Eduardo de Souza, 34. Formada em letras, a experiência dela, até então, era com o ensino fundamental. "Já cheguei passando várias atividades. Não podemos perder tempo", disse.
Para a vaga de professor de sociologia, a escola não tinha candidatos até ontem. As demais disciplinas foram preenchidas. Segundo a diretora, como 70% dos 150 profissionais da unidade aderiram à greve, os alunos do 1º e 2º ano permaneciam sem aulas.

Fonte: O Tempo

Sindicatos em movimentos sociais de Minas fazem manifestação na Praça Sete

Ato reúne centenas de pessoas no Centro de Belo Horizonte


Fernanda Penna Borges
Cecilia Kruel - Estado de Minas
Publicação: 18/08/2011 12:39 Atualização: 18/08/2011 13:57
 

O Sindicato dos Metalúrgicos de Minas Gerais lançou  a campanha salarial 2011 com ato públicoem frente à sede da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) (Paulo Filgueiras/EM/DA Press)
O Sindicato dos Metalúrgicos de Minas Gerais lançou a campanha salarial 2011 com ato públicoem frente à sede da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg)


Professores da rede estadual de ensino, sindicatos e movimentos sociais promovem uma manifestação no início da tarde desta quinta-feira na Praça Sete, no Centro de Belo Horizonte. Participam do ato o Sindicato Nacional dos Professores Docentes Universitários (ANDES-SN), Movimento Sem Terra (MST), Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTSTC), Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede), além de outras entidades estudantis e de trabalhadores.

O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) afirma que o objetivo é passar para a sociedade as reivindicações dos trabalhadores. “A proposta é dialogar com as pessoas que transitam pelo local, mostrando a elas que Minas Gerais não paga o Piso Federal', afirma nota divulgada pelo sindicato.

Em greve desde o dia 8 de junho, os professores pedem o cumprimento da Lei Federal 11.738, que institui o piso salarial profissional nacional (vencimento básico) de R$ 1.597,87, para 24 horas semanais, nível médio de escolaridade. Segundo o Sind-UTE, o piso salarial da categoria em Minas é de R$ 369. O governo do estado instituiu em janeiro deste ano o pagamento dos servidores por subsídio (Lei Estadual nº 18.975/2010), feito em parcela única e que incorpora todas as gratificações e vantagens.

O governo já começou a contratação dos 3 mil professores temporários, anunciada em 8 de agosto. Segundo a Secretaria de Estado de Educação (SEE), 2.502 vagas já foram preenchidas. Segundo a secretaria, os professores contratados atenderão especificamente o último ano do Ensino Médio para não prejudicar os resultados dos alunos nos vestibulares e no Nacional do Ensino Médio (Enem).

Metalúrgicos

O Sindicato dos Metalúrgicos de Minas Gerais lançou nesta quinta-feira a campanha salarial 2011 com ato público realizado no final da manhã, em frente à sede da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), no Centro da capital. Com o slogan “Se o Brasil cresceu, eu quero o meu”,  os sindicatos pretendem expor a disparidade entre as boas notícias sobre crescimento econômico e as más condições de trabalho e renda com as quais sofre o operariado industrial.

Os metalúrgicos reivindicam 20% de aumento dos salários, liberdade para eleição de delegados sindicais nas fábricas, redução da jornada de trabalho para de 40 h para 36 h, sem redução de  salários e direitos e sem banco de horas e ainda a melhoria das condições de saúde e segurança nas linhas de produção.

Segundo Giba Gomes, dirigente da Federação Sindical e Democrática dos Metalúrgicos de Minas Gerais (FSDTM), a mobilização se faz necessária em razão dos baixos salários e, principalmente, da política do Governo Federal de aumentar os juros bancários, como forma de amortecimento da inflação. De acordo com Giba, essa medida gera a deterioração do orçamento das famílias, que aumentam o seu endividamento e, consequentemente, perdem em qualidade de vida.

Em seguida, os metalúrgicos caminharam até a Praça Sete, no Centro da capital, onde se uniram à campanha "Jornada Nacional de Lutas" junto com professores, estudantes, funcionários públicos e moradores de ocupações urbanas.

Fonte: Estado de Minas